Governador foi relator da reforma eleitoral aprovada em 2009
A deputada federal Carla Zambelli (PSL-RJ), uma das maiores defensoras do presidente Jair Bolsonaro, lista o governador Flávio Dino (PCdoB) entre os que defendem o voto. Como relator da reforma eleitoral, Flávio Dino defendia o voto impresso para possibilitar uma possível auditagem.
O voto impresso que possibilitaria recontar o resultado de uma urna é uma das principais bandeiras do presidente Jair Bolsonaro para a eleição de 2022. Ele, por diversas vezes, já afirmou que venceria a eleição de 2018 no primeiro turno e suspeita que houve fraude.
Diz Carla Zambelli, em sua postagem no Twitter em que pede adesão à campanha do voto auditável:
“Já defenderam o voto impresso auditável:
– Leonel Brizola (PDT)
– Roberto Requião (MDB)
– Flávio Dino (PCdoB)
– Brizola Neto (PDT)
Você NÃO PRECISA ser “de direita” ou “bolsonarista” para defender eleições mais transparentes e confiáveis!”
Em julho de 2009, numa entrevista ao Consultor Jurídico (Conjur), Flávio Dino, em resposta a uma crítica do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ayres de Britto, à volta do impresso, deu a seguinte declaração:
“O TSE tem uma visão histórica contra o voto impresso, que respeitamos. Tanto que foi fixado um prazo de cinco anos para que se adapte. O voto impresso não é para recontagem, mas para auditoria. É uma espécie de exame antidoping. Confio que o TSE vai resolver o problema da logística”.
Em setembro de 2009, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a lei da reforma eleitoral aprovada pela Câmara dos Deputados que, entre outras novidades, restabelecia a impressão do voto eletrônico em todas as urnas a partir de 2014 “assegurando a recontagem por amostragem em parte delas e, desta forma, o respeito à verdade eleitoral”, como destacou o Partido Democrático Trabalhista (PDT).




