Maranhão possui média de uma estação para 3,5 mil usuários
Para garantir eficácia no serviço de comunicação móvel no Maranhão, as operadoras de telefonia precisam triplicar a quantidade de atenas no estado. A avaliação foi feita, na Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), semana passada, quando da realização de reunião conjunta dos Conselhos Temáticos de Assuntos Legislativos e de Infraestrutura e Obras da instituição, quando foram debatidos os desafios e as oportunidades relacionados à infraestrutura de telecomunicações no Maranhão.
De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a cobertura móvel mínima recomendada às cidades é de mil usuários por estação. O desafio maranhense para alcançar esse número é grande, pois o estado, atualmente, possui a média de uma estação para 3.522 usuários, ou seja, é preciso triplicar o número de estações no estado.
A reunião foi presidida pelo presidente do Conselho Temático de Assuntos Legislativos, Cláudio Azevedo, e por Flávio Lima, representante do Conselho Temático de Infraestrutura e Obras.
“O tema debatido é uma prioridade na agenda industrial. Porque, hoje, vivemos uma verdadeira revolução nos processos produtivos. E, para que o Brasil faça parte desse momento de inovação, mantendo-se competitivo em um mundo digital e cada vez mais conectado, é preciso garantir uma infraestrutura de telecomunicações com a densidade necessária para viabilizar a navegação rápida de uma enorme quantidade de dados. Em outras palavras, é preciso facilitar a instalação de estações de rádio base e antenas, que permitem a conectividade por meio das tecnologias 4G e 5G”, destacou o superintendente da Federação, César Miranda.
Estima-se que nos próximos anos, fornecedores, fabricantes de equipamentos e operadoras de telecomunicação investirão cerca de R$ 35 bilhões para operacionalizar o 5G no Brasil. Quando falamos de infraestrutura passiva, somente empresas ligadas, à Associação Brasileira de Infraestrutura para as Telecomunicações (Abrintel) que representa 65% do setor no mercado nacional de torres, planeja investir R$ 6 bilhões. No entanto, esses investimentos são inibidos por leis municipais defasadas, que carecem de harmonização com as diretrizes federais relativas ao processo de licenciamentos para instalação de infraestrutura de telecomunicações.

Engajamento – O gerente executivo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Pablo Cesário destacou na sua apresentação a importância das Federações das Indústrias na agenda de modernização do licenciamento de infraestrutura de telecomunicações.
“O engajamento das federações nessa pauta tem trazido avanços importantes como a aprovação da lei de antenas do Distrito Federal, a publicação da regulamentação para equipamentos de pequeno porte e votação em primeiro turno da lei de São Paulo, aprovação de lei estadual e algumas municipais no Rio de Janeiro, o início da discussão no Legislativo de Belo Horizonte e Goiânia”, relata Pablo.
A Gerente da Anatel no Maranhão, Karine Monteiro, destacou que “os investimentos são altos. Ainda temos que fazer chegar a informação de forma adequada, assim como a necessidade em levar a evolução a todos os municípios, bem como a atualização legislativa. Nós percebemos uma falta de conhecimento grande que gera uma disseminação de notícias inadequadas. Quanto a esse assunto, a agência tem o dever de repassar essa informação de uma forma mais clara”, disse a gerente.
O Secretário Municipal de Informação e Tecnologia de São Luís, Diego Rodrigues, informou que o município irá buscar a atualização da legislação para que a cidade chegue a uma nova era com a tecnologia 5G. “Ficamos contentes com a iniciativa da Fiema em buscar essa parceria, e nos comprometemos em contribuir para que esse avanço tecnológico chegue a nossa cidade”, frisou o secretário.




