Deputado socialista chama Auxílio Brasil de Bolsa Eleição
AQUILES EMIR
O deputado federal Bira do Pindaré (PSB), que sempre foi um defensor do Bolsa Família (que substituiu o Bolsa Escola), reage contra a tentativa do governo federal de mudar o nome do programa e ampliar o benefício para R$ 400,00. Segundo ele, trata-se de um projeto que visa a apenas às eleições de 2022, quando o presidente Jair Bolsonaro tentará a reeleição.
Segundo Bira, “a PEC dos precatórios tem um único objetivo, criar o bolsa eleição. Um calote com fins eleitoreiros”. A Proposta de Emenda Constitucional, aprovada na madrugada desta quinta-feira (04),cria folga orçamentária ao governo, possibilitando a implantação do novo programa.
Para o deputado socialista, no entanto, foi uma decisão lamentável dos “deputados bolsonaristas”.
https://twitter.com/BiradoPindare/status/1456139419874910210?s=20
Educação – Já o deputado Gastão Vieira (PROS) diz que sem aprovação da PEC, o novo programa teria de ser implantado na marra. “Desde muito cedo participei de inúmeras reuniões buscando saídas para a PEC dos Precatórios. Bolsonaro já ameaçava decretar Estado de Emergência, em caso de derrota da PEC, e aprovar o novo Bolsa Família na marra. Evitamos prejuízos para os professores, parcelando os precatórios”.
Gastão comemora as garantias dadas aos precatórios do Fundef. “Os precatórios relativos a pagamentos do Fundef serão pagos em 3 parcelas (40% à vista mais 30% nos dois anos seguintes). Finalmente, conseguimos um acordo para a questão dos precatórios do Fundef”, disse ele.
Antes da aprovação, o deputado Hildo Rocha (MDB) se pronunciou contra. Segundo ele, “aprovar essa PEC é massacrar o povo brasileiro. Atinge, de forma direta, os professores das escolas públicas. 60% dos precatórios do FUNDEF são dos professores”.




