Decretação da vacância será somente dia 16 de dezembro
AQUILES EMIR
Somente na quinta-feira da próxima semana, dia 16, o presidente da Academia Maranhense de Letras (AML), Carlos Gaspar, vai declarar oficialmente vaga a cadeira de número 23, que era ocupada pelo engenheiro Luiz Phelipe Andrès, falecido no último domingo (05). Desde o velório do ex-acadêmico, no entanto, foram iniciadas as articulações com vistas à eleição do seu sucessor, para arrepio de uns, porém com incentivo de outros, que não veem nenhuma anormalidade nesse tipo de movimentação.
Carlos Gaspar explica que é tradição na Casa de Antônio Lobo a decretação de luto oficial por uma semana após o falecimento de um acadêmico e que o debate sobre a escolha do novo membro geralmente começa somente após esse comunicado oficial da diretoria, até em respeito ao membro que se foi.
Como a próxima reunião da Casa é neste quinta (09), há necessidade de adiar o comunicado para a sessão seguinte.
Embora reconheça que não pode impedir esse tipo de ação, Carlos Gaspar diz que gostaria que fosse respeitado o luto e somente depois as articulações fossem iniciadas. “Lamento que alguém esteja querendo antecipar esse debate”, declara.
Concorrentes – Alguns pretendentes estão tomando a iniciativa de abrir o debate e se insinuando aos acadêmicos. Outros nomes brotam por provocação dos próprios acadêmicos, que especulam sobre quem teria chances de concorrer ao preenchimento dessa vaga.
Maranhão Hoje ouviu opiniões de acadêmicos e outros intelectuais que acompanham o dia a dia da Casa de Antônio Lobo e concluiu que há pelo menos quatro nomes sendo indicados como prováveis candidatos a essa vaga.
Um deles seria o secretário estadual de Educação, Felipe Camarão, membro da Academia Ludovicense de Letras, que fez um emocionado discurso no velório de Andrès, no qual destacou seu trabalho para revitalização do Centro Histórico de São Luís.

Outro nome citado como viável é o da professora, pesquisadora e historiadora Maria Raimunda Araújo, a Mundinha, ex-diretora do Arquivo Público do Estado Maranhão. Alguns apontam que ela seria a primeira mulher negra a ostentar o colar que identifica os imortais da AML.
Também é citada como indicação de peso a historiadora Kátia Bogéa, ex-superintendente e ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), atual superintendente de Patrimônio Histórico do Município de São Luís. Ela seria a pessoa mais identificada com a obra de Andrès.
O advogado Alexandre Lago, recém eleito para a Academia Ludovicense de Letras também é citado como uma boa indicação. Consultado sobre essa possibilidade, Lago disse que não tratará do assunto antes da oficialização da vacância da cadeira. Ele diz que nunca se insinuou, mas se foi lembrado agradece a referência, contudo não sente motivação para esse tipo de debate no momento. “Tudo tem seu tempo”, diz ele.




