Presidente compara governador a presidentes da Coreia do Norte e Venezuela
AQUILES EMIR
O governador Flávio Dino (PSB) reagiu, raivosamente, por ser, mais uma vez, chamado de gordo pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração do presidente foi feita na tarde desta terça-feira (12) ao conversar com admiradores em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília (DF).
Ao identificar uma senhora que seria do Maranhão, Bolsonaro indagou: “a senhora é do Estado do Partido Comunista do Brasil?”. Em seguida fez o comentário jocoso: “Já reparou que nos países comunistas, geralmente o chefe é gordo? Coreia do Norte, Venezuela, são gordinhos, né? Maranhão…”, completou.
Flávio Dino, desde o ano passado, não é mais filiado ao PCdoB, mas ao PSB e na resposta ao presidente disse que a declaração é compatível com a “notória escassez de neurônios” de Bolsonaro.
“Ao bisonho e fracassado ‘piadista’, faço uma conclamação: VAI TRABALHAR. Os problemas federais são cada dia mais graves: inflação, desemprego, aumento dos combustíveis etc.”, escreveu.
Dino é um dos principais opositores de Bolsonaro nos governos estaduais. Ele e o presidente já se enfrentaram em outras ocasiões. Em julho de 2019, o chefe do Executivo afirmou que, dos governadores de “Paraíba” – referindo-se à Região Nordeste -, “o pior é o do Maranhão”.




