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    Home»Mundo»Governo venezuelano nega que mortes tenham relações com votação
    Mundo

    Governo venezuelano nega que mortes tenham relações com votação

    Aquiles Emir31 de julho de 201702 Mins Read
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    O comando oficial de campanha para a eleição da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) na Venezuela apontou que as mortes ocorridas neste domingo (30) não têm relação com a votação convocada pelo presidente Nicolas Maduro (foto).

    “É mentira que houve sete mortos em torno do evento eleitoral, é completamente falso, e veja que os guarimberos (manifestantes opositores) tentaram hoje e não conseguiram”, disse, em entrevista coletiva, o porta-voz do governo e prefeito do município de Libertador, Jorge Rodríguez.

    A oposição venezuelana, que rejeita estas eleições por considerá-las fraudulentas, reportou 14 mortes durante os protestos contra o governo em todo o país, ainda que apenas oito casos tenham sido confirmados pelo Ministério Público: três em Mérida, um em Lara, três em Táchira (oeste) e um em Sucre (nordeste).

    Embora as circunstâncias dessas mortes ainda não sejam totalmente claras, a informação preliminar indica que a maioria ocorreu em meio aos protestos convocados pela oposição para rejeitar a eleição da Constituinte.

    No entanto, o prefeito Rodríguez ressaltou que “nem um só falecimento” esteve relacionado com o evento eleitoral, vinculado, por outro lado, “a milhões de sorrisos”.

    Estes sorrisos, segundo o prefeito, incomodam a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, que se distanciou do governo de Nicolás Maduro nos últimos meses, a quem acusa de comandar um “Estado policial”, bem como, de cometer “terrorismo de Estado”.

    Luisa, que também se opõe à mudança da Constituição, se tornou uma das vozes mais críticas ao chavismo, que a vê como traidora e espera tirá-la do cargo assim que instalada a Assembleia Constituinte, um órgão que terá poderes ilimitados para reformar o Estado e mudar o ordenamento jurídico.

    “As milhões de pessoas nas ruas e nos centros de votação já assinaram o aviso prévio dessa senhora, já é passado” disse Rodríguez, após acusar Luisa, a quem chamou de “futura ex-procuradora”, de incentivar uma “guerra de ricos contra pobres” no país.

    “Ela prende os pobres e liberta os ricos, os corruptos, e os deixa irem aos Estados Unidos em troca de milhões de dólares”, acrescentou. A Venezuela realiza estas eleições em meio a uma onda de protestos que teve início no dia 1º de abril e já deixou 117 mortos, centenas de feridos e quase cinco mil detidos.

    (Agência EFE)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Ninguém é obrigado votar num candidato. Diante da urna, pode escolher um, votar em branco ou anular voto. Para a Justiça Eleitoral, cada cidadão ou cidadã tem a obrigação de comparecer a uma sessão eleitoral. Se vai escolher ou não alguém, fica a critério de cada um ou cada uma.

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