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    Home»Poder e Política»Presidente Jair Bolsonaro condena apologia ao nazismo e pede seriedade sobre o tema
    Poder e Política

    Presidente Jair Bolsonaro condena apologia ao nazismo e pede seriedade sobre o tema

    Aquiles Emir9 de fevereiro de 202204 Mins Read
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    Manifestação acontece após falas de youtuber e gesto de comentarista

    O presidente Jair Bolsonaro se manifestou, na noite desta quarta-feira (9), para repudiar a ideologia nazista e sua propagação no país. Ele fez uma série de postagens nas redes sociais sobre o tema.

    “A ideologia nazista deve ser repudiada de forma irrestrita e permanente, sem ressalvas que permitam seu florescimento, assim como toda e qualquer ideologia totalitária que coloque em risco os direitos fundamentais dos povos e dos indivíduos, como o direito à vida e à liberdade”, escreveu.

    A manifestação ocorre após a repercussão de uma fala do youtuber Bruno Aiub, conhecido como Monark, em defesa da existência de um partido nazista no Brasil.

    Na noite da última segunda-feira (7), no podcast Flow, Monark defendeu que os nazistas tivessem um partido político legalmente reconhecido no Brasil. O episódio gerou reações negativas de vários setores da sociedade.

    No dia seguinte, o comentarista Adrilles Jorge, da TV Jovem Pan News, discutia a repercussão do caso de Monark e encerrou sua participação com um gesto similar ao Sieg Heil, saudação nazista que, em alemão, significa “viva a vitória”. O caso também viralizou na internet e a emissora decidiu demitir o comentarista.

    Em uma série de postagens, Bolsonaro disse que é preciso combater manifestações que pregam o antissemitismo e cobrou responsabilidade e seriedade no tratamento do tema.

    “O fato de uma ideologia repugnante como a nazista ter destruído milhões de vidas exige que tenhamos extrema responsabilidade e seriedade na hora de tratar do tema, não deixando espaço para a calúnia, a difamação e a sua banalização. Não se combate uma injustiça com injustiças”.

    O presidente também prestou solidariedade ao povo judeu e destacou a aproximação de seu governo com Israel.

    “Reitero todo nosso apoio ao povo judeu, que hoje sofre não só com as cicatrizes deixadas pela história, mas também com o desrespeito daqueles que banalizam um assunto tão grave, rotulando tudo e todos na ânsia de conquistar ainda mais poder e controle sobre as pessoas”.

    Por fim, Bolsonaro enfatizou que o Brasil não será terreno fértil para a proliferação de ideologias totalitaristas.

    “O Brasil nunca terá solo fértil para o totalitarismo porque o amor pela liberdade corre em nossas veias. Quem deseja o contrário está do lado errado. Que o momento seja de reflexão, de amadurecimento, a respeito de qual ambiente queremos criar para o Brasil. Tenhamos todos mais juízo e responsabilidade. Precisamos continuar trabalhando pelo futuro de nossa nação”.

    Outro lado – Segundo nota divulgada ontem (8), os Estúdios Flow informaram que o podcast em questão foi retirado do ar e que o apresentador Monark foi desligado da produtora. Em vídeo, também divulgado na noite de ontem, Igor Coelho, que é sócio na empresa, anunciou que vai comprar a participação do apresentador nos estúdios, encerrando a ligação de Monark com a empresa.

    No comunicado, os Estúdios Flow afirmam ainda ter compromisso com a democracia e os direitos humanos, lamentando o ocorrido. “Pedimos desculpas à comunidade judaica, em especial, e a todas as pessoas, bem como repudiamos todo e qualquer tipo de posicionamento que possa ferir, ignorar ou questionar a existência de alguém ou de uma sociedade”.

    Monark divulgou vídeo em seu canal no Twitter em que diz que errou, pede desculpas e afirma que estava “muito bêbado” na ocasião.

    Já o comentarista Adrilles Jorge reclamou das acusações e disse ser alvo de uma “cultura do cancelamento”. “A insanidade dos canceladores ultrapassou o limite da loucura. Depois de um discurso meu veemente contra qualquer defesa de nazismo, um tchau é interpretado como uma saudação nazista”, escreveu no Twitter. Horas mais tarde, ele publicou um vídeo em que justifica que o gesto feiro no ar seria só uma despedida do programa.

    Na nota em que anunciou o afastamento de Adrilles, o Grupo Jovem Pan disse repudiar qualquer manifestação em defesa do nazismo e suas ideias.

    “Somos veementemente contra a perseguição a qualquer grupo por questões étnicas, religiosas, raciais ou sexuais. No exercício diário de informar e esclarecer nossa audiência, prezamos pelo livre debate de ideias, mas não endossamos qualquer tipo de manifestação que leve ao discurso de ódio e reforce ideias que remetam a um episódio da nossa história que deve ser lembrado como símbolo de um erro da humanidade que não deve jamais ser repetido”.

    (Agência Brasil)

     

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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