Custos das empresas não foram apresentados pela SMTT
Ao participar de uma sessão especial na Câmara Municipal para avaliar a crise no sistema de transporte, paralisado desde a última quarta-feira (16), o secretário municipal de Trânsito e Transporte, Diego Baluz, solicitou tempo maior para apresentar a planilha de custos das empresas de ônibus. Os números são fundamentais para se saber se o sistema está mesmo colapsando e torna-se necessário e urgente um reajuste nas tarifas para compensar as reivindicações dos trabalhadores.
“Jamais vou me opor a esclarecer todos os fatos, mas especificadamente sobre a planilha de custos, conforme está na Lei nº 3430, ela é uma planilha extremamente técnica e complexa. Exige o levantamento de inúmeros dados: insumos básicos, óleo diesel, quantidade veículos, lubrificantes, composição de custos”, disse o secretário.
Ele justificou a falta de informações por foi notificado para ir à sessão somente às 16h, mas promete para até às 10h desta sexta-feira (18) entregar os dados..

“Tomei conhecimento do requerimento às 17h e, imediatamente, tratei de encaminhar à presidência desta Casa um pleito para que se adiasse esta sessão para que se tivesse tempo suficiente para levantar todos os dados que compõem essa planilha de custos”, disse ele Baluz.
Sugestões – Na sessão foi apresentada a sugestão de uma Agência Reguladora de Transporte Público Municipal; a regulamentação do transporte alternativo; e a decretação de calamidade pública com o objetivo de realizar abertura do sistema de transporte para que os veículos que integram o transporte alternativo possam realizar os percursos de linhas de ônibus.
O vereador Umbelino Junior (PRTB) projeto de lei que proíbe acúmulo de funções nas empresas. “Nenhum cobrador será demitido”, disse ele dirigindo aos trabalhadores ali presentes. “Vocês já sairão daqui com a certeza hoje de que não haverá demissão de cobradores em São Luís. O presidente já sinalizou que mandará publicar e, portanto, a Lei já começará a vigorar em São Luís”, concluiu Umbelino Junior.
Ao avaliar a reunião, o presidente da Câmara, Osmar Filho (PDT), disse que, na condição de representante da população, o parlamento “quer dar a sua contribuição para termos um transporte público eficiente e cada vez melhor. Sobre a greve, que anualmente e não é de hoje, a Casa busca, de fato, uma solução e encaminhamentos para que seja equacionada”.




