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    Home»Poder e Política»Flávio Dino diz que Bolsonaro não o perseguiu ou prejudicou, só o chamou de “gordo do Maranhão”

    Flávio Dino diz que Bolsonaro não o perseguiu ou prejudicou, só o chamou de “gordo do Maranhão”

    Aquiles Emir19 de março de 20220
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    Governador diz que a grupo Sarney está se renovando

    AQUILES EMIR

    Em entrevista à jornalista Daniela Pinheiro, da Folha de São Paulo, publicada neste sábado (19), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), admite que, apesar da adversidade, não foi perseguido nem atrapalhado por Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, a única coisa que lembra do presidente da República foi quando ele o chamou de “gordo do Maranhão”.

    Indagado sobre “como foi governar (o Maranhão) com Bolsonaro no poder”, Flávio Dino deu o seguinte depoimento:

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    “Não ter uma relação com o presidente não é bom. Ele foi o mais hostil da história com governadores. Não posso dizer que ele me perseguiu ou me atrapalhou. Claro que a ausência de cooperação é uma forma de prejuízo, mas isso se deu com todos. Na prática, lamento ter passado por tantos contratempos — que começou com a recessão e terminou com a guerra, passando pelo horror que foi e ainda é a pandemia. Do Bolsonaro mesmo, a única coisa de que me lembro é ele me chamando de “aquele gordo do Maranhão”, só isso (risos)”.

    Como não poderia deixar de ser, a família do ex-presidente José Sarney foi incluída na entrevista. O governador critica, mas esconde que hoje a “esquerda” do Maranhão tem o deputado Adriano Sarney (PV) como aliado.

    “Varrer os Sarney da política maranhense lhe dá uma sensação de dever cumprido?”, quis saber a repórter, e Flávio Dino responde:

    “Eles já não estão nos polos da disputa política, estão divididos, é uma mudança grande. Eu diria que foi positivo, que se abriu espaço para outras opções. Encerrei um ciclo, mas outras pessoas estão surgindo, gente que nem sequer é conhecida nacionalmente”.

    Ainda na entrevista, Flávio Dino diz que Bolsonaro pode querer melar a eleição, o critica por estar se divertindo em momentos de crise, acredita na eleição do ex-presidente Lula e analisa o conflito bélico entre Rússia e Ucrânia.

    “Acho que Lula é franco favorito, principalmente devido à sucessão de erros político-administrativos de Bolsonaro. Na questão da Ucrânia, ele comete mais um, porque política é também simbologia. Então: o mundo em pânico, o mercado em pânico, e o cara na quarta-feira de cinzas fica na praia”, critica.

    Na introdução da entrevista Daniele Pinheiro diz que Flávio Dino, nesta reta final de governo,  “tem gasto a sola do sapato percorrendo o interior do Maranhão, inaugurando obras que estampam seu nome em placas, dormido pouco e comido muito”.

    (Leia a entrevista na íntegra aqui)

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    Aquiles Emir
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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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