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    Home»Poder e Política»Ao diplomar desembargadora Sônia Amaral, presidente do TJMA, Paulo Velten, critica ataques ao Judiciário nestes “tempos bicudos”
    Poder e Política

    Ao diplomar desembargadora Sônia Amaral, presidente do TJMA, Paulo Velten, critica ataques ao Judiciário nestes “tempos bicudos”

    Aquiles Emir18 de maio de 202203 Mins Read
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    Desembargadora é agraciada com medalha Cândido Mendes

    Em sessão solene, nesta quarta-feira (18), o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Paulo Velten, fez a entrega do diploma e da medalha especial de mérito do Judiciário “Cândido Mendes” à desembargadora Sônia Amaral, que foi empossada dia 27 de abril. Em seu discurso, o presidente do TJMA fez contundente defesa das instituições “nestes tempos bicudos”.

    A comenda é uma reverência ao jurista maranhense que ganhou notoriedade nacional pelos estudos jurídicos e pelas ações em defesa das fronteiras do país.

    Em seu discurso, a magistrada citou versos do poema “Traduzir-se”, do poeta maranhense Ferreira Gullar, que “dizem muito do que sou, do que penso e de como encaro a minha participação neste mundo. Nós seres humanos somos imperfeitos e por conta dessa imperfeição, somos muitas vezes antagônicos, contraditórios, ambíguos. É a partir dessa contradição, que crescemos para formar o conjunto de nós mesmos e a aceitação dos contrários”, disse a desembargadora.

    No poema, Gullar diz que “uma parte de mim é todo mundo, outra parte ninguém, mundo sem fundo. Uma parte de mim pesa e pondera, outra parte delira…”

    Ao falar dos antagonismos descritos no poema de Ferreira Gullar, a desembargadora discorreu sobre o exercício da magistratura no âmbito do Segundo Grau.

    “Trabalhar em um colegiado significa muitas vezes a aceitação dos contrários, de entendimentos opostos ou díspares àqueles advogados por nós mesmos. Significa que a melhor decisão deve levar em conta olhares e saberes que por vezes passam despercebidos do nosso campo de visão”, argumentou.

    Sônia Amaral criticou decisões proferidas sob a égide da justiça social, para atender a interesses individuais, sem levar em conta as consequências para a sociedade.

    “Seja pela missão que nos foi posta pela Constituição, seja pelas balizas da Lei, não podemos subjetivar em excesso as nossas normas e adentrar no papel dos demais poderes sob a justificativa bem intencionada de que se deve atender à Justiça Social nas decisões”, frisou.

    Sônia Amaral com os também desembargadores Jamil Gedeon (E) e Lourival Serejo (Ribamar Pinheiro/TJMA/divulgação)

    Tempos bicudos – O presidente do TJMA, desembargador Paulo Velten, afirmou que “nesses tempos bicudos de ataques coordenados a instituições e de polarização do debate público, a chegada de Sônia Maria Amaral Fernandes Ribeiro, doravante Sônia Amaral, representa um refrigério, um bálsamo, uma esperança de dias melhores para a nossa Corte e para o Poder Judiciário do Estado do Maranhão”.

    Em sua fala, o presidente destacou a trajetória na magistratura maranhense e competências acadêmicas.

    “A sólida formação profissional e acadêmica da desembargadora Sônia Amaral, aliada a sua personalidade e visão de mundo, torna sua chegada à Corte um autêntico ato de merecimento, embora tenha vindo pelo critério de antiguidade, motivo para muita comemoração e um estímulo adicional para abandonarmos a lógica individualista da polarização do debate público e buscarmos consensos mínimos entre pessoas que, embora pensando diferente, possuem e dividem as mesmas preocupações e objetivos ”, declarou.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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