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    Home»Agronegócio»Embrapa define as áreas para o Programa de Solos no Maranhão
    Agronegócio

    Embrapa define as áreas para o Programa de Solos no Maranhão

    Aquiles Emir28 de agosto de 201704 Mins Read
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    O Maranhão já tem definidas as áreas prioritárias para mapeamento de solos a curto (zero a 4 anos) e médio (4 a 10 anos) prazos no âmbito do Programa Nacional de Solos – Pronasolos, iniciativa inédita de grandes proporções, que vai elevar o conhecimento sobre solos do território nacional. As áreas para estudo a curto prazo são Chapadinha, São Mateus, Fortaleza dos Nogueiras, São Domingos, Fortuna do Maranhão, Estreito, Porto Franco, Campestre do Maranhão, São João do Paraíso, Lageado Novo e Nova Colinas, além da microbacia do rio Balsas, cinturão verde da Grande São Luís.

    As regiões a serem levantadas a médio prazo são: Bacia do rio Itapecuru, Bacia do rio Mearim e Baixada Maranhense.

    A definição é resultado de reunião técnica realizada na Embrapa Cocais com a presença de representantes da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Sagrima), Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Companhia de Abastecimento dos Vales de São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Instituto Maranhense de Estudos Sócioeconômicos e Cartográficos (Imesc) e Federação da Agricultura e Pecuária do Maranhão (Faema).

    Segundo a chefe-geral da Embrapa Cocais, Maria de Lourdes Mendonça Santos Brefin, o conhecimento sobre os solos brasileiros é, até o momento, insuficiente e em escalas não adequadas à tomada de decisão em âmbito municipal ou mesmo, estadual. Esse programa tem o objetivo de mudar essa realidade por meio da ciência e tecnologia.

    “Alguns estados das regiões Sul e Sudeste têm informação mais detalhada, mas no restante do Brasil os dados mais escassos e em escalas de pouco detalhe. Na região de maior crescimento da agricultura brasileira atualmente, que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia, o que se sabe sobre os solos é muito pouco. Na reunião técnica, definimos algumas áreas prioritárias para o levantamento de solos no Maranhão, no curto, médio e longo prazos, nas escalas 1:25 mil, 1: 50 mil e 1:100 mil, explicou.

    Localização das áreas para levantamento de solos em curto prazo

     

    As regiões ou áreas de estudo foram selecionadas por critérios como área de expansão da fronteira agrícola, para pesquisa e/ou experimentação, de importância ambiental, sob forte pressão antrópica, com potencial para irrigação, entre outros fatores. Entre os impactos esperados no Maranhão, pode-se citar aumento da produção agrícola, aceleração do crescimento regional, aumento da oferta de empregos e incremento da transferência de tecnologia Maranhão.

    “O solo, juntamente com a água, é o berço da agricultura e responsável pela fixação e do homem à terra. É o componente mais importante da produção e, a depender da forma como o tratamos, construiremos ou não um desenvolvimento em bases duradouras. É preciso conhecer melhor nossos solos, para garantirmos a sustentabilidade econômica, social e ambiental do planeta, garantindo a nossa sobrevivência e a das gerações futuras”, completou Maria de Lourdes.

    PronSolos – O programa coordenado pela Embrapa Solos vai gerar dados e informações de solos, com diferentes graus de detalhamento, para conhecer os solos do Brasil e, assim, subsidiar políticas públicas e gestão territorial, promover a agricultura de precisão e apoiar decisões de concessão de crédito agrícola. Isso porque o mapeamento de solos, especificamente para as atividades agrossilvipastoris (agropecuária e floresta), vai fornecer dados para que o País obtenha ganhos de produtividade e políticas de uso eficiente de insumos, dentre eles, os fertilizantes, aumentando a competitividade e a sustentabilidade da agricultura brasileira.

    Entre outras aplicações, pode-se citar o incentivo a projetos de irrigação e à estocagem de carbono para mitigar as emissões de gases de efeito estufa – por meio da manutenção ou do sequestro desse carbono no solo – e a obtenção de informações sobre necessidade de aplicação de insumos e nutrientes para a agricultura, evitando o desperdício e a contaminação das águas subterrâneas. O maior conhecimento dos solos vai permitir a diminuição das áreas degradadas, tendo em vista que novas degradações poderão ser evitadas e as já existentes, recuperadas. O programa poderá ainda, subsidiar a construção de estradas, o planejamento de cidades e a escolha de áreas de deposição de resíduos, dentre outros.

    Devido às dimensões continentais do País, o PronaSolos será um programa de longa duração e está previsto para ser feito em três etapas: de curto (0 a 4 anos), médio (4 a 10 anos) e longo prazos (10 a 30 anos).

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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