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    Home»Maranhão»Dois autores de feminicídio são condenados pelo júri popular em Presidente Dutra
    Maranhão

    Dois autores de feminicídio são condenados pelo júri popular em Presidente Dutra

    Aquiles Emir5 de setembro de 202203 Mins Read
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    Terceiro caso foi de um homicídio de 2021

     

    O Judiciário de Presidente Dutra realizou sessões do Tribunal do Júri nos dias 30 e 31 de agosto, e 1º de setembro. Foram julgados dois crimes de feminicídio, com base na Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006) e um de homicídio qualificado.

    A juíza Cynara Elisa Gama Freire (2ª Vara), presidiu os julgamentos realizados no Salão do Tribunal do Júri. Clodoaldo Nascimento Araújo e Wlademir Soares de Oliveira atuaram pela Promotoria de Justiça, e Ian Barbosa Nascimento atuou pela Defensoria Pública.

    Feminicídio – Na sessão do dia 30 de agosto, o réu Francisco Alves da Silva (“Chiquinho”) foi condenado pela morte da mulher, Maria de Fátima da Silva, com uma perfuração no tórax, que foi seguida pelo acusado. O crime aconteceu no dia 18 de outubro de 2020, por volta das 21h, ao lado da quadra poliesportiva do Bairro Cibrazém, no bairro Velho Adelson.

    O conselho de sentença reconheceu, por maioria, a autoria e materialidade do fato em relação a Silva, que foi condenado a 16 anos de reclusão.

    No dia 31 de agosto, o lavrador Gilvan da Silva Delmonte foi julgado pela morte da sua mulher Maria Caetano de Oliveira, a golpes de faca, após ameaça e discussão. O crime aconteceu no dia 14 de junho de 2019, por volta das 12h, na casa onde moravam, no Bairro Velho Adelson. Após o crime, o acusado fugiu.

    O Conselho de sentença reconheceu, por maioria, a autoria e materialidade do fato em relação ao réu, que foi condenado a dez anos, 11 meses e 12 dias dias de reclusão.

    Homicídio – Em 1º de setembro, o réu Alexandre Rodrigues Lucas foi julgado pelo crime de homicídio qualificado. O crime aconteceu no dia 30 de janeiro do ano passado, contra Romário dos Santos Silva, que recebeu seis tiros à queima-roupa, quando estava no Bar “Tô no Trabalho”, no bairro Vila Militar, na companhia de amigos. O acusado aguardou a hora de atirar e depois de efetuar os disparos, saiu “tranquilamente” do local, de moto, segundo testemunha.

    O conselho de sentença confirmou, por maioria, a autoria e a materialidade do crime, mas decidiu pela absolvição do réu.

    Durante as sessões, o Fórum seguiu as normas das autoridades de saúde quanto às medidas de prevenção contra o contágio por coronavírus. Todos os membros do Conselho de Sentença, profissionais do Direito e demais participantes utilizaram máscaras e higienizaram as mãos com álcool.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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