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    Home»Maranhão»São Luís é líder no ranking de novos casos de hanseníase em crianças, diz Ministério da Saúde
    Maranhão

    São Luís é líder no ranking de novos casos de hanseníase em crianças, diz Ministério da Saúde

    Aquiles Emir23 de outubro de 201704 Mins Read
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    O Ministério da Saúde inicia nesta segunda-feira (23) projeto para reduzir a hanseníase no país, com o treinamento de profissionais de saúde da atenção básica. Serão beneficiados 20 municípios no Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí e Tocantins. As localidades foram escolhidas por apresentar o maior número de casos novos de hanseníase diagnosticados em menores de 15 anos.

    De acordo com a lista do Ministério da Saúde, São Luís, que lidera o ranking de números de casos novos de hanseníase em crianças em relação ao restante do país, será um dos municípios que merecerão atenção especial. Além da capital, do Maranhão foram selecionados para o treinamento, por estarem no ranking nacional, São José de Ribamar (29º), Paço do Lumiar (61º), Alcântara (435º) e Raposa (1.698º).

    Os demais selecionados são, em Pernambuco: Recife (2º), Olinda (3º), Jaboatão dos Guararapes (12º), Cabo de Santo Agostinho (54º) e Paulista (105º); no Pará, Marabá (5º) e Belém (23º); no Piauí, Teresina (8º), Floriano (189º) e Parnaíba (300º); no Mato Grosso, Cuiabá (11º); no Tocantins, Palmas (17º), Araguaína ( 31º), Gurupi (66º) e Porto Nacional (85º).

    O projeto Abordagens Inovadoras para intensificar esforços para um Brasil livre da Hanseníase é uma parceria do Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), com apoio da Fundação Nippon, do Japão, e terá duração de três anos, até 2019.

    O objetivo é diminuir a carga de hanseníase nas cidades selecionadas com a ampliação do trabalho de descoberta de casos novos e a educação permanente para os profissionais da Atenção Primária à Saúde.

    Além disso, o ministério quer fortalecer os centros de referência, reduzir a proporção de casos novos com grau 2 de incapacidade física (como garras em mãos e/ou pés e atrofia muscular) – por meio do diagnóstico precoce e ações de prevenção de incapacidades – e enfrentar o estigma e discriminação contra as pessoas acometidas pela doença.

    Modelo – O modelo adotado no projeto foi inspirado em experiência desenvolvida desde 2016 na capital do Tocantins, chamada “Palmas livre de hanseníase”, que também conta com a colaboração da Opas.

    O município é considerado uma região endêmica. O projeto tem treinado profissionais da atenção básica do município para torná-los aptos a diagnosticar e tratar pacientes com a doença.

    De acordo com a Opas, embora a hanseníase esteja presente em 24 dos 35 países das Américas, todos eliminaram a doença como problema de saúde pública (menos de um caso para cada 10 mil habitantes), exceto o Brasil.

    Nas Américas, o número de casos novos diminuiu 35,8% em uma década – de 52.662 em 2004 para 33.789 em 2014. No entanto, nos últimos cinco anos, foram detectados novos casos da doença em 24 países, dos quais 94% foram localizados em território brasileiro.

    O Ministério da Saúde informou que, na última década, o Brasil apresentou uma redução de 37,1% no número de casos novos, passando de 40,1 mil diagnosticados no ano de 2007, para 25,2 mil em 2016. Tal redução corresponde à queda de 42,3% da taxa de detecção geral do país (de 21,19/100 mil habitantes em 2007 para 12,23/100 mil habitantes em 2016).

    Do total de casos novos registrados, 1,6 mil (6,72%) foram diagnosticados em menores de 15 anos, sinalizando focos de infecção ativos e transmissão recente, e 7,2 mil iniciaram tratamento com alguma incapacidade, sendo 1,7 mil com grau 2 de incapacidade física.

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    Ações – O projeto será conduzido por um núcleo de 27 equipes de especialistas nas áreas de Clínica Geral, Prevenção de Incapacidades e Mobilização Social, além de três coordenadores, um para cada área: o Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL) para clínica, tratamento e manejo de reações da doença; a Coordenação-Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação (CGHDE) para a prevenção de incapacidades; a CGHDE e o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN).

    Na última quinta-feira (19), a Opas apresentou, em Palmas (TO), a Estratégia Global para Hanseníase 2016-2020, durante a 1ª Conferência Livre de Vigilância em Saúde com foco no combate à hanseníase, no fortalecimento de parcerias.

    A hanseníase é doença crônica infecciosa que afeta principalmente a pele, os nervos periféricos, a mucosa do trato respiratório superior e os olhos. Pode causar incapacidades e deformidades físicas. A transmissão da bactéria Mycobacterium leprae se dá por meio das vias aéreas superiores. A enfermidade tem cura e o tratamento em estágio inicial evita deficiências.

    (Agência Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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