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    Home»Maranhão»Microrregião de Caxias é a mais ameaçada pela dengue, chikungunya e Zika no Maranhão
    Maranhão

    Microrregião de Caxias é a mais ameaçada pela dengue, chikungunya e Zika no Maranhão

    Aquiles Emir27 de dezembro de 202203 Mins Read
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    Cidades registram índices altos de infestação predial

    As populações de Parnarama, Matões e dos outros quatro municípios da microrregião de Caxias, no Maranhão, precisam ficar alerta contra o mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da Zika. É que as duas cidades têm registrado, nos últimos anos, índices altos de infestação predial, de acordo com a série histórica do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti, o LIRAa.

    O levantamento permite, por amostragem, saber a quantidade de imóveis que abrigam recipientes com larvas do mosquito.

    Além disso, o Estado do Maranhão registrou, entre janeiro e dezembro deste ano (SE49), 7.188 casos prováveis de dengue, segundo informações do mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Ainda, de acordo com o documento, no período, foram 2.234 casos prováveis de chikungunya e 237 casos prováveis de Zika (SE46).

    Diante desse cenário, os moradores de Parnarama e Matões devem redobrar os cuidados para diminuir a infestação do Aedes aegypti, especialmente em época de chuva. A melhor maneira para isso é descartar ou higienizar semanalmente e proteger qualquer objeto que acumule água e possa servir de criadouro. A enfermeira da Estratégia de Saúde da Família, Adryenne de Carvalho Mello, compartilha algumas medidas simples e eficazes para interromper o ciclo de vida do mosquito.

    “Esvaziar garrafas, não estocar pneus em áreas descobertas, não acumular água em lajes ou calhas, colocar areia nos vasos de planta e cobrir bem tonéis e caixas-d’água são algumas iniciativas básicas. Todo local de água parada deve ser eliminado, pois é lá que o mosquito transmissor coloca os seus ovos”.

    Adryenne de Carvalho Mello lembra que todas as faixas etárias têm o mesmo risco de contrair a dengue e que outras doenças, como a chikungunya, a Zika e até a COVID-19 podem ter sintomas parecidos. Para não haver dúvida em relação ao diagnóstico e ao tratamento mais adequado, a enfermeira orienta buscar atendimento na Unidade de Saúde mais próxima a qualquer sinal de mal-estar.

    “Normalmente, o primeiro sintoma da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início repentino, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dor no corpo e nas articulações, prostração (fadiga), fraqueza, dor atrás dos olhos e erupções cutâneas. Na fase febril, é difícil diferenciar a doença de outras enfermidades. Por isso, é importante consultar um médico em caso de suspeita.”

    A coordenadora Estadual de Prevenção e Controle das Arboviroses, Joseneide Matos, informa que o Estado do Maranhão realiza a nebulização espacial, por meio de carros fumacê, nas localidades com altos índices de infestação predial. Além disso, também orienta gestores e população quanto à necessidade de fortalecimento das medidas preventivas, assim como a adoção de medidas norteadoras nos planos de contingência municipais.

    “Sabemos que [a dengue, a chikungunya e a Zika] são doenças de ameaça à saúde coletiva. Portanto, torna-se importantíssimo que todos conheçam os riscos e saibam o que é preciso fazer para não deixar o mosquito nascer.”

    Por isso, todo dia é dia de combater o mosquito. E de ficar atento aos sintomas também. Saiba mais sobre as formas de prevenção aos focos do Aedes aegypti e consulte as orientações no site www.gov.br/combataomosquito.

    (Fonte: Brasil 61)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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