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    Home»Poder e Política»Governadores do Nordeste repudiam declaração de Zema sobre fortalecimento do Sul e Sudeste
    Poder e Política

    Governadores do Nordeste repudiam declaração de Zema sobre fortalecimento do Sul e Sudeste

    Aquiles Emir6 de agosto de 202314 Mins Read
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    Nota é assinada pelo governador da Paraíba

    AQUILES EMIR 

    Em nota divulgada neste domingo (06) e assinada pelo seu presidente, João Azevedo (PSB), governador da Paraíba, o Consórcio Nordeste repudiou a declaração do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que sugeriu a união dos estados do Sul e Sudeste para se contraporem aos estados nortistas e nordestinos. Segundo Zema, unidos, esses estados conseguem mais da União do que as demais unidades federativas, que são mais desenvolvidas.

    Numa entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Zema chegou a fazer uma comparação entre as “vaquinhas que produzem pouco” e as que “produzem muito”, ao analisar a suposta falta de protagonismo político do Sul e Sudeste.

    Na nota, o Consórcio Nordeste diz que “nesse contexto, indicar uma guerra entre regiões significa não apenas não compreender as desigualdades de um país de proporções continentais, mas, ao mesmo tempo, sugere querer mantê-las, mantendo, com isso, a mesma forma de governança que caracterizou essas desigualdades”

    Apesar de ser do Sudeste, o governador do Espírito Santo, Ronaldo Casagrande, não endossou as declarações de Zema.

    “Sobre a entrevista do Governador Zema (MG) para o jornal Estado de SP, é importante deixar claro que é sua opinião pessoal. O ES participa do Cosud para que ele seja um instrumento de colaboração para o desenvolvimento do Brasil e um canal de diálogo com as demais regiões”, escreveu Casagrande.

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, que foi governador do Maranhão, também criticou Zema e a chamou de “traidor da Pátria”.

    Leia a íntegra da nota do Consórcio Nordeste

    O governador de Minas Gerais, em entrevista publicada no jornal O Estado de São Paulo em 05 de agosto, demonstra uma leitura preocupante do Brasil. Ao defender o protagonismo do Sul e Sudeste, indica um movimento de tensionamento com o Norte e o Nordeste, sabidamente regiões que vem sendo penalizadas ao longo das últimas décadas dos projetos nacionais de desenvolvimento.

    O Consórcio Nordeste, assim como o da Amazônia Legal, valendo-se da profunda identidade regional, cultural e histórica, foram criados com o objetivo de fortalecer essas regiões, unindo os estados em torno da cooperação e compartilhamento de melhores práticas e soluções de problemas comuns, buscando contribuir com o desenvolvimento sustentável e a mitigação de nossas desigualdades regionais.

    Negando qualquer tipo de lampejo separatista, o Consórcio Nordeste imediatamente anuncia em seu slogan que é uma expressão de “O Brasil que cresce unido. Enquanto Norte e Nordeste apostam no fortalecimento do projeto de um Brasil democrático, inclusivo e, portanto, de união e reconstrução, a referida entrevista parece aprofundar a lógica de um país subalterno, dividido e desigual.

    Já passou da hora do Brasil enxergar o Nordeste como uma região capaz de ser parte ativa do alavancamento do crescimento econômico do país e, assim, contribuir ativamente com a redução das desigualdades regionais, econômicas e sociais.

    É importante reafirmar que a união regional dos estados Nordeste e, também, os do Norte, não representa uma guerra contra os demais estados da federação, mas uma maneira de compensar, pela organização regional, as desigualdades históricas de oportunidades de desenvolvimento.

    Nesse contexto, indicar uma guerra entre regiões significa não apenas não compreender as desigualdades de um país de proporções continentais, mas, ao mesmo tempo, sugere querer mantê-las, mantendo, com isso, a mesma forma de governança que caracterizou essas desigualdades.

    A união dos estados do Sul e Sudeste num Consórcio interfederativo pode representar um avanço na consolidação de um novo arranjo federativo no país. Esse avanço, porém, só vai se dar na medida em que todos apostarmos num Brasil que combate suas desigualdades, respeita as diversidades, aposta na sustentabilidade e acredita no seu povo.

    Assim, nós, governadoras e governadores da Região Nordeste, além de defendermos um Brasil cada vez mais forte e próspero, apelamos pela união nacional em torno da reconstituição de áreas estratégicas para o nosso país, a exemplo da economia, segurança pública, educação, saúde e infraestrutura.

    Nordeste do Brasil, 06 de agosto de 2023.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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    1 comentário

    1. Clenio on 7 de agosto de 2023 09:23

      Amigo, não seria o caso, de se colocar também na íntegra a entrevista do governador Zema, para que o leitor analisar a entrevista e tirar suas conclusões. Pois, já ouvi de outras fontes que não se trata de nada disso que a reportagem deste jornal e a nota do consórcio nordeste querem fazer parecer.

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