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    Home»Mundo»Governo alemão rejeita acusação de que Israel estaria cometendo genocídio
    Mundo

    Governo alemão rejeita acusação de que Israel estaria cometendo genocídio

    Aquiles Emir12 de janeiro de 202404 Mins Read
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    País considera que Israel apenas está se defendendo do Hamas

    O governo alemão rejeita a acusação de que Israel estaria cometendo genocídio à população palestina e faz alerta contra a “instrumentalização política” da ação. O porta-voz alemão Steffen Hebestreit afirmou por meio de um comunicado que a alegação “não tem base em fatos” e ressaltou que Israel estava apenas “se defendendo” após os ataques “desumanos” cometidos pelo Hamas em 7 de outubro.

    Hebestreit ressaltou que “à luz da história alemã e dos crimes contra a humanidade da Shoah, o governo alemão está particularmente comprometido com a Convenção do Genocídio [da ONU], assinada em 1948, na sequência do Holocausto”, e que reconhece que há pontos de vista divergentes na comunidade internacional sobre a operação militar de Israel contra o Hamas em Gaza. “No entanto, o governo alemão rejeita decisiva e expressamente a acusação de genocídio apresentada contra Israel perante o Tribunal Internacional de Justiça”, disse o porta-voz.

    Ele também declarou que a Alemanha interviria como terceiro perante o Tribunal Internacional, respaldados por um artigo que permite aos Estados procurar esclarecimentos sobre a utilização de uma convenção multilateral.

    Durante a audiência em Haia, na quinta-feira (12), o vice-chanceler da Alemanha, Robert Habeck, também negou as acusações de genocídio: “aqueles que cometeriam ou quereriam cometer genocídio, se pudessem, são o Hamas. A agenda deles é acabar com o Estado de Israel.”

    Outros países da União Europeia não comentaram ativamente sobre a situação, buscando expressar neutralidade em relação ao conflito – pedindo a proteção dos civis de Gaza e a prestação de ajuda humanitária, mas também endossando o direito de Israel à autodefesa.

    Peter Stano, porta-voz da Comissão Europeia para as relações exteriores, reafirmou esta semana o apoio do bloco à Comissão internacional de Justiça, mas não chegou a apoiar o caso de genocídio contra Israel. “Em relação a este caso específico, os países têm o direito de apresentar casos ou ações judiciais. A União Europeia não faz parte deste processo”, disse Stano. “Isso não cabe a nós comentar.”

    A Hungria foi o único país da União Europeia além da Alemanha que condenou explicitamente a ação movida pela África do Sul para acusar Israel de genocídio, por meio de uma declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó, no Facebook, que afirmou que “acusar de genocídio um país que sofreu um ataque terrorista é obviamente um disparate”, e que “acreditamos que é do interesse de todo o mundo que as atuais operações antiterroristas sejam concluídas com sucesso, a fim de evitar que um ataque terrorista tão brutal volte a acontecer em qualquer parte do mundo”.

    O Brasil apoiou oficialmente a denúncia da África do Sul na Corte Internacional contra Israel, assim como Arábia Saudita, Bangladesh, Marrocos, Malásia, Turquia, Irã, Paquistão, Maldivas, Namíbia, Jordânia, Nicarágua, Venezuela e Bolívia. “Observe que praticamente todos os países que apoiaram essa acusação infame de genocídio não são democráticos, além de possuírem um grave histórico de violações dos direitos humanos. É lamentável ver o Brasil se juntando a eles”, pontua André Lajst, cientista político especialista em Oriente Médio e presidente-executivo da StandWithUs Brasil.

    Lajst aponta que essa é mais uma acusação falsa de que Israel comete genocídio contra os palestinos. “De acordo com a definição de genocídio adotada pela ONU – formulada por um judeu para descrever os horrores do Holocausto – o que constitui tal crime é o intento de destruir no todo ou em parte um grupo nacional, étnico ou religioso”, explica o cientista político.

    “O que Israel tem feito, contudo, é bastante diferente disso. Uma evidência são as muitas medidas para evitar as baixas civis na Faixa de Gaza durante a guerra contra o Hamas, como a distribuição de ajuda humanitária e a emissão de alertas e orientações para que civis saiam das zonas de conflito antes da atuação militar israelense”.

    “O Brasil e os outros países que apoiaram essa ação cujos conceitos estão distorcidos deveriam analisar as circunstâncias de forma menos enviesada e entender que Israel está lutando para se defender de um grupo terrorista que mantém seus civis reféns, assim como qualquer outro país que tivesse sofrido uma tragédia dessa magnitude faria, e não está eliminando deliberadamente a população civil palestina”, conclui Lajst.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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    Impressionante: presidente Lula autoriza Justiça a quebrar o seu sigilo telefônico e depois confessa não ter telefone.

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