Objetivo é interromper duzentos anos sem mulher no comando do Congresso
A senadora pelo Maranhão Eliziane Gama (PSD) é uma das articuladoras do movimento que visa ao lançamento de uma candidatura feminina à presidência do Senado que pode te-la como principal beneficiária. Nesta quarta-feira (10), ela e senadora pelo Mato Grosso do Sul Soraya Thronicke (Podemos) procuraram a líder da bancada feminina no Senado, Leila Barros (PDT-DF), para discutir a sucessão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
A eleição para a próxima presidência da Casa será em fevereiro de 2025. Ao Estadão, uma fonte próxima às parlamentares confirmou que elas planejam lançar uma candidata mulher para correr ao pleito.
A reunião teve como objetivo discutir o protagonismo feminino na mesa do Senado. As três teriam firmado um acordo para quebrar o ciclo de mais de duzentos anos sem uma mulher à frente do Parlamento.
Atualmente, Soraya Thronicke e Eliziane Gama são os nomes favoritos para a candidatura. A ideia ainda é embrionária e precisa passar por protocolos partidários e por grupos políticos a fim de eventualmente definir pela escolha de um dos dois nomes.
Em sua conta no X (antigo twitter), sem entrar em detalhes, Eliziane escreveu que um acordo foi “fechado para um grande projeto que mudará para sempre a história das mulheres no Senado”.
A parlamentar anuncia que em breve haverá mais novidades.

Há especulações de que a senadora maranhense é uma das pretendentes à cadeira hoje ocupada por Pacheco.
Até o momento, no entanto, o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), é apontado como favorito para a disputa. Ele conta com o apoio do atual presidente, que assumiu o posto após ganhar nas eleições de 2021, no qual Simone Tebet (MDB) também concorria.
Na época, o placar foi de 57 votos contra 21. No ano passado, Pacheco foi reeleito com 49 votos, contra 32 do senador Rogério Marinho (PL-RN).
(Com informações do Terra)




