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    Home»Brasil»Brasil produz o míssil anticarro MAX 1.2 AC para modernizar armamento do Exército
    Brasil

    Brasil produz o míssil anticarro MAX 1.2 AC para modernizar armamento do Exército

    Aquiles Emir5 de março de 202503 Mins Read
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    Moderno armamento vai substituir antiquada bazucas

    O Exército Brasileiro formalizou um contrato com a SIATT para a produção em larga escala do míssil MAX 1.2 AC. O armamento já é usado por fuzileiros navais, é considerado uma tecnologia de ponta e representa um avanço significativo no sistema de defesa brasileiro.

    A assinatura do contrato com o Comando Logístico para a produção de um lote do MAX 1.2 AC aconteceu às margens do INDEX 2025, em acordo firmado pelo Exército Brasileiro e pela SIATT, empresa estratégica de defesa (EED) brasileira que conta com participação acionária do Grupo Edge, dos Emirados Arábes Unidos.

    A aquisição desse míssil representa uma modernização do aparato de defesa brasileiro, que já possui armamentos anticarro, como é o caso dos canhões sem recuo, conhecidos como bazucas, lembra Marcos Barbieri, especialista em indústria aeroespacial e defesa e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

    A grande diferença entre os equipamentos é que, ao passo que as bazucas “têm um alcance de 600 metros no máximo e têm uma precisão relativamente não muito elevada”, os mísseis possuem “capacidade de atingir um alvo com uma grande precisão e um alcance maior“.

    Momento do lançamento do míssil a bordo da fragata Independência - Sputnik Brasil, 1920, 13.12.2024

    Outra vantagem que o armamento oferece é o custo-benefício em formas conjuntas que pode oferecer no campo de batalha.

    Nesse caso, “veículos 4×4 armados com mísseis antitanque são mais baratos que blindados como o Leopard A2, da Alemanha, e oferecem uma letalidade comparável. Além de serem mais fáceis de operar, apresentam menos manutenção e podem ser deslocados por via aérea com mais facilidade”, explica Fabricio Avila, doutor em ciência política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e presidente do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (ISAPE).

    Apesar do novo contrato firmado, Barbieri ressalta que o desenvolvimento do armamento se arrasta há alguns anos no Brasil, já tendo inclusive passado por outras empresas, mas com participação direta do Centro de Tecnologia do Exército, o Cetex.
    Segundo ele, o projeto estava a cargo da empresa Mectron, mas, com a crise financeira que atingiu a companhia e gerou o encerramento das atividades, em 2017, a SIATT, empresa brasileira “formada por pesquisadores e muitos […] dirigentes da Mectron”, assume o projeto do míssil anticarro. Inclusive o pesquisador ressalta que em todos os períodos a participação do Exército Brasileiro se deu de forma direta.

    Produção brasileira – A produção interna desse tipo de armamento representa um ganho para o Exército, segundo José Augusto Zague, pesquisador do Programa de Pós-Graduação San Tiago Dantas e do Grupo de Estudos de Defesa e Segurança Internacional (Gedes), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), uma vez que não depende mais de compras no exterior para suprir esse tipo de armamento.

    Também conforme o especialista, a produção do MAX 1.2 AC no Brasil é mais uma demonstração da tendência de internalizar a produção na área de defesa, seguindo diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa (END).

    “O Brasil vai fazer aquisições de armamentos, mas em troca ele quer o repasse da tecnologia, quer absorver a tecnologia. Isso vem sendo feito principalmente depois daquilo que a gente pode chamar de uma revitalização da indústria de defesa, que começa a partir de 2009, principalmente a partir do governo do presidente Lula, e tem continuidade no governo Dilma [Rousseff], com o Prosub [Programa de Desenvolvimento de Submarinos]”, explica.

    (Sputnik Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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