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    Home»Maranhão»Nanossatélite da Universidade Federal do Maranhão está pronto para ir ao espaço
    Maranhão

    Nanossatélite da Universidade Federal do Maranhão está pronto para ir ao espaço

    Aquiles Emir8 de março de 202506 Mins Read
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    Projeto de professores e alunos de Engenharia Aeroespacial

    A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) está prestes a alcançar um feito inédito em sua história: o lançamento do seu primeiro nanossatélite, o Aldebaran-I. Desenvolvido por professores e alunos do curso de Engenharia Aeroespacial com o financiamento da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da Fundação Sousândrade (FSADU), o nanossatélite tem envio ao espaço previsto este mês de março, a partir do Centro Espacial da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO).

    O nanossatélite, foi nomeado como uma referência à estrela mais brilhante da constelação Taurus, conhecida como Aldebarã, e que está presente em canções de bumba meu boi e no imaginário da cultura popular maranhense. O projeto tem por objetivo aprimorar a segurança de embarcações do município de Raposa e monitorar focos de queimadas na região de Alcântara.

    A construção do Aldebaran-I é fruto de anos de pesquisa e dedicação dos alunos e professores do curso de Engenharia Aeroespacial. O projeto foi desenvolvido dentro do Laboratório de Eletrônica e Sistemas Embarcados Espaciais (Labesee). A iniciativa representa um grande avanço para a UFMA e para o setor aeroespacial brasileiro, colocando o Maranhão no mapa da tecnologia espacial e mostrando que a Universidade tem capacidade para desenvolver projetos de ponta nessa área.

    Objetivo da missão – A escolha de Raposa como local de estudo se deu à sua natureza pesqueira e à ocorrência de vários acidentes na região, incluindo um incidente trágico que envolveu um ex-aluno do projeto. Após o acidente, os pescadores conseguiram sobreviver utilizando pedaços do barco como botes improvisados e foram resgatados após informar a cooperativa sobre seu itinerário. 

    O professor Luís Cláudio, um dos coordenadores do projeto, relatou a experiência das fases iniciais realizadas no município de Raposa, focadas na segurança dos pescadores locais. A equipe entrevistou pescadores para entender seu ciclo de trabalho, condições das embarcações e segurança no mar.

    Durante a pesquisa, surgiu a ideia de desenvolver um artefato de baixo custo e fácil instalação, que pudesse ser acoplado às pequenas embarcações de cerca de cinco metros. O dispositivo, em caso de perigo, como naufrágio ou capotamento, enviaria um sinal via satélite, permitindo que a localização do barco fosse rastreada e comunicada ao sistema de resgate.

    O professor ressaltou a importância de um sistema de localização, como o proposto pelo projeto, que permitiria às equipes de resgate aumentar suas chances de salvar vidas, calculando a área onde os pescadores poderiam ser encontrados com base nas correntes e marés. Além disso, destacou que as embarcações menores não possuem rádio, o que limita ainda mais a comunicação em situações de emergência.

    “O satélite recebendo esse sinal, ele vai retransmitir. A gente recebe aqui e manda para o sistema de salvamento com a localização, porque lá, no dispositivozinho do barco, vai ter um GPS. E aí vai indicar a latitude e longitude”, explica Luís Cláudio.

    A missão principal do Aldebaran-I é servir como prova do conceito para a localização e salvamento de pequenas embarcações em situações de emergência no mar, especialmente na costa do Maranhão. Além disso, o nanossatélite auxiliará na prevenção de queimadas por meio da coleta de dados ambientais. Essas funcionalidades são de extrema importância para a região, contribuindo para a segurança marítima e a preservação ambiental.

    Segundo o professor Carlos Brito, um dos coordenadores do projeto, o lançamento do Aldebaran-I representa não apenas um avanço tecnológico, mas também um grande impacto social: “O Aldebaran é uma missão social, um meio para o salvamento de pessoas que estão em embarcações sem instrumentos adequados. Se elas se perderem, já era. Por isso, o nosso projeto é tão importante”, destacou o professor.

    Contribuição acadêmica – A missão também tem sido um marco transformador para a formação dos alunos e para a consolidação da pesquisa em engenharia espacial na UFMA. A iniciativa não apenas proporcionou um aprendizado prático, mas também ampliou a visão dos estudantes sobre o potencial das soluções tecnológicas inovadoras, integrando conhecimentos de eletrônica, programação aerodinâmica e telecomunicações.

    “Me interessei porque já queria seguir essa área, e o projeto me proporcionou essa aproximação. Além disso, trabalhar com o Cubesat (formato do Aldebaran) foi algo novo para mim, pois ainda não tinha tido contato com essa tecnologia. Ter a experiência prática antes mesmo da parte teórica ajudou muito, pois tudo começou a se encaixar e fez mais sentido. Foi uma experiência sensacional, que marcou antes e depois na minha trajetória acadêmica e profissional”, revelou o aluno João Gabriel Barros.

    João Gabriel, João Lucas dos Santos e Lucas Azulay formaram a equipe de alunos responsáveis pela programação do Aldebaran, “os três mosqueteiros da programação”, como o professor Luís Cláudio carinhosamente apelidou. A participação no Aldebaran-I permitiu que os alunos aplicassem, na prática, teorias aprendidas em sala de aula, desenvolvendo habilidades técnicas essenciais para o mercado de trabalho.

    Além disso, proporcionou uma experiência completa em todas as etapas do desenvolvimento de um nanossatélite, reforçando a capacidade dos estudantes de inovar e criar soluções que atendem a demandas reais. Sobre a importância dos satélites no cotidiano, o professor Carlos Brito destacou que “hoje, na nossa vida, na sociedade, todas as soluções são por meio de satélites. E você nem imagina que está usufruindo, durante o dia a dia, de tecnologia de satélites”, salientou.

    Além do impacto na formação dos alunos, o sucesso do Aldebaran-I trouxe benefícios significativos para o curso, o laboratório e a própria UFMA. O êxito do projeto abriu portas para novos financiamentos e parcerias, criando um ambiente propício ao desenvolvimento de novas iniciativas em tecnologia e pesquisa. A repercussão nacional e internacional alcançada pelo projeto elevou o nome da UFMA, posicionando-a como referência na área de inovação e engenharia espacial. Esse reconhecimento fortaleceu o laboratório responsável pelo desenvolvimento do Aldebaran-I, garantindo mais suporte para ampliar suas atividades e integrar novos recursos e especialistas.

    Outro ponto essencial é o monitoramento do Aldebaran-I, que será realizado por meio de uma rede de estações terrestres, garantindo o acompanhamento dos dados transmitidos pelo satélite. A equipe responsável poderá analisar as informações captadas e avaliar o desempenho do sistema em tempo real, permitindo ajustes e garantindo que os objetivos científicos e tecnológicos do projeto sejam cumpridos com precisão.

    Lançamento – Em janeiro, o Aldebaran-I passou por seu último teste ambiental no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, em São José dos Campos (SP). Nessa fase, o nanossatélite foi submetido a testes de vibração, essenciais para garantir que o equipamento suporte as condições extremas durante o lançamento. Com a conclusão bem-sucedida desses testes, o Aldebaran-I está pronto para o lançamento.

    Com lançamento previsto para este mês, a equipe do projeto está otimista e ansiosa para vê-lo em órbita. O sucesso dessa missão abrirá portas para futuras iniciativas espaciais no país e reforçará a posição do Brasil no cenário. A comunidade acadêmica e científica aguarda com entusiasmo esse marco histórico para a UFMA e para o Brasil.

    O Aldebaran-I não apenas simboliza um avanço tecnológico, mas também representa o compromisso da UFMA e das instituições parceiras com o desenvolvimento científico e a aplicação prática do conhecimento em benefício da sociedade.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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