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    Home»PONTO DE VISTA»Drex: Real Digital pode virar um “Big Brother Financeiro”?
    PONTO DE VISTA

    Drex: Real Digital pode virar um “Big Brother Financeiro”?

    Aquiles Emir27 de agosto de 202504 Mins Read
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    Surge uma nova fronteira digital

    *Contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).

    ANDRÉ CHARONE*

    O Banco Central do Brasil se prepara para dar um passo histórico na modernização do sistema financeiro: o lançamento do Drex, a versão digital do real. O projeto, previsto para estrear em 2026, coloca o país entre os pioneiros no desenvolvimento de moedas digitais de bancos centrais (CBDCs).

    A iniciativa promete eficiência, inclusão e novas possibilidades de negócio. Mas, em paralelo ao entusiasmo, cresce a desconfiança de que o Drex possa se transformar em uma ferramenta de vigilância financeira.

    Do Pix ao Drex: a nova fronteira digital

    O sucesso do Pix, que superou cartões de crédito e débito em número de transações em menos de quatro anos, mostrou a disposição dos brasileiros em adotar soluções digitais. O Drex surge como evolução natural, mas em um nível mais profundo: não é apenas um sistema de pagamento, mas a própria moeda em formato digital, com liquidação em tempo real.

    Na prática, cada Drex terá o mesmo valor de um real físico. A diferença é que toda a circulação ocorrerá dentro da infraestrutura digital do Banco Central, mediada por bancos e instituições de pagamento.

    O que está em jogo – O Drex traz consigo a promessa de redução de custos, contratos inteligentes e operações mais seguras. Imagine uma compra de imóvel em que o pagamento só ocorre quando o cartório confirma o registro. Ou um empréstimo garantido por ativos digitais, liquidados de forma instantânea entre as partes.

    Para empresas, significa menos burocracia. Para o Estado, mais eficiência. Para a população, um sistema que pode tornar acessíveis serviços hoje restritos a quem tem poder econômico.

    As preocupações com a privacidade – Mas toda essa inovação tem um custo. No Drex, cada transação deixa um rastro digital imutável, sob controle do Banco Central. Isso acendeu o debate sobre a possibilidade de se criar um Big Brother Financeiro no país.

    “O Drex pode ser a maior inovação financeira da década, mas também carrega a possibilidade de se tornar um verdadeiro ‘Big Brother Financeiro’. Toda movimentação estará registrada, e isso significa dar ao Estado um poder sem precedentes sobre a vida econômica dos cidadãos”, avalia André Charone, consultor financeiro e mestre em negócios internacionais.

    Charone explica que, apesar das garantias oficiais de que o sigilo bancário e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) serão preservados, o risco está na concentração de informações em uma única infraestrutura. “Não se trata apenas da tecnologia. É preciso discutir os limites institucionais e jurídicos. Sem regras claras de governança, a moeda digital pode se transformar em ferramenta de controle social”, alerta.

    O que diz o Banco Central – O BC rejeita a ideia de vigilância. A instituição tem afirmado, em comunicados oficiais, que o Drex não substituirá o dinheiro físico e que as regras de proteção ao cidadão continuarão vigentes. O projeto é apresentado como um passo para aumentar a inclusão financeira, reduzir custos do sistema e dar segurança a operações que hoje são manuais e sujeitas a erros.

    O futuro do dinheiro – Ainda que os riscos de vigilância sejam apontados, o Drex é visto como inevitável. Mais de 100 países estudam ou testam moedas digitais de bancos centrais, e o Brasil aparece entre os mais avançados. O desafio será equilibrar inovação com liberdade.

    “O futuro do dinheiro será digital, disso não há dúvida. Mas a dúvida é se será também livre. Se não houver transparência e limites regulatórios claros, o Drex pode inaugurar um capítulo de vigilância financeira no Brasil”, conclui Charone.

    FIEMA
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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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