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    Home»Arte e Espetáculo»Morre neste domingo a atriz Brigitte Bardot, que atuou em dezenas de produções e foi musa do cinema francês
    Arte e Espetáculo


    Morre neste domingo a atriz Brigitte Bardot, que atuou em dezenas de produções e foi musa do cinema francês

    Aquiles Emir28 de dezembro de 202504 Mins Read
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    Ela foi também defensora dos animais

    Morreu neste domingo (28), aos 91, anos a atriz Brigitte Bardot, lenda do cinema francês. A causa da morte não foi divulgada, mas ela já estava com a saúde debilitada há alguns meses, passando por períodos de longas internações.

    Ela morreu num hospital no sul da França, onde passaria por uma cirurgia.

    O presidente francês Emmanuel Macron se manifestou sobre a morte de Brigitte. Ele escreveu:

    “Seus filmes, sua voz, sua fama deslumbrante, suas iniciais, suas tristezas, sua generosa paixão pelos animais, seu rosto que se tornou Marianne — Brigitte Bardot personificava uma vida de liberdade. Uma existência francesa, um brilho universal. Ela nos tocou. Lamentamos a perda de uma lenda do século”.

    Além de atriz, Brigitte foi cantora e ativista da causa animal. Nascida em Paris, em 1934, em uma família rica, começou sua carreira artística como modelo, aos 15 anos. Estampou a capa da revista Elle e sua beleza chamou atenção imediata de outras áreas, como o cinema.

    Estreou nas telas em 1952, aos 18 anos, no filme Le Trou Normand, do diretor Jean Boyer, no qual interpretou a personagem Javotte Lemoine, um papel pequeno. No mesmo ano atuou em Manina, a Moça Sem Véu. Com direção do diretor francês Willy Rozier, sua personagem não tinha grande destaque, mas Brigitte chamou atenção ao aparecer de biquíni, ajudando a tornar comum a peça de roupa.

    Em 1953, a jovem atriz, ainda não muito famosa, atuou em Mais Forte que a Morte, seu primeiro trabalho num longa-metragem norte-americano. Com Kirk Douglas e Dany Robin como protagonistas, a produção teve muitas cenas rodadas na França. Embora não tenha tido grande destaque no filme, a atriz chamou atenção no Festival de Cannes daquele ano durante a promoção do longa protagonizado por Douglas. Ela surgiu de biquíni no evento, o que causou frisson na mídia.

    A atriz seguiu atuando em filmes franceses, italianos e ingleses. Em 1955 trabalhou em várias produções como A Noiva do Comandante, As Grandes Manobras e A Luz do Desejo. Em 1956, integrou o elenco de filmes como Helena de Tróia, Mademoiselle Pigalle e Meu Filho Nero.

    Nestes longas, Brigitte já vinha chamando atenção e atuando com mais destaque, sendo protagonista em algumas produções. Ainda em 1956, estrelou E Deus Criou a Mulher, dirigido por seu então marido, o francês Roger Vadim.

    No longa, Brigitte interpreta Juliette, uma jovem mulher que vive em Saint-Tropez que se casa com o irmão de um homem que a rejeitou. Ela, que é uma órfã, luta para não voltar para o orfanato e faz isso despertando paixões.

    A produção levou Brigitte ao estrelato: ela se tornou um símbolo sexual e passou a influenciar a moda feminina em grande parte do mundo.

    A partir daí, a francesa se tornou sinônimo de estrela de cinema, atuando em produções famosas como O Desprezo, de 1963, do diretor Jean-Luc Godard e atuou ao lado de astros como Anthony Perkins, Marcello Mastroianni, Alain Delon, Sean Connery, entre outros.

    Búzios – Brigitte passou por crises de relacionamento nos anos 60, teve depressão e questões graves com bebidas alcoólicas. Teve um filho não desejado, o que tumultuou sua relação com ele ao longo da vida.

    Em 1965, Brigitte veio ao Brasil, quando namorava Bob Zagury, um brasileiro atleta de basquete no Flamengo. Em passagem pelo país, a atriz esteve na cidade de Búzios, no Rio de Janeiro, em uma visita que ficou famosa. A prefeitura local fez uma estátua de Brigitte, que permanece no município até os dias de hoje.

    O último filme de Brigitte foi o francês L’histoire très bonne et très joyeuse de Colinot Trousse-Chemise, lançado em 1973. Depois disso, a atriz decidiu deixar a vida artística e passou a se dedicar a outra de suas paixões: a defesa dos animais.

    Ela criou a Fundação Brigitte Bardot para ajudar a salvar animais de variadas espécies ao redor do mundo. Seu lado ativista foi muito elogiado e celebrado, o que não evitou que recebesse críticas nos últimos anos de sua vida por posicionamentos políticos considerados polêmicos.

    Em 2021, quando tinha 87 anos, Brigitte foi condenada por um tribunal francês e multada em 20 mil euros por ter feito insultos racistas contra moradores da ilha francesa de Reunião.

    Ela também, recentemente, declarou apoio a Marine Le Pen, representante da extrema direita francesa.

    Brigitte Bardot deixa um filho, duas netas e uma bisneta.

    (Agência Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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