Índice foi de 1,39% contra 0,28% em fevereiro
A inflação de São Luís teve uma aceleração bastante significativa, passando de 0,28%, em fevereiro, para 1,39%, em março, taxa que ficou acima da média geral das dezesseis regiões de pesquisa do IBGE, que é o indicador de preços ao consumidor para o País, que foi 0,88%. Assim como na capital maranhense, o aumento de preços ao consumidor também, no país, porém em intensidade menor: de 0,70%, em fevereiro, para 0,88% em março.
Pelo terceiro mês consecutivo, em todas as dezesseis regiões do levantamento houve quadro inflacionário. A taxa de inflação, por região de pesquisa, variou de 0,37%, em Rio Branco (AC) a 1,47% em Salvador (BA). São Luís teve, em março, a segunda maior taxa de inflação dentre as dezesseis regiões pesquisadas.
Das sete regiões pesquisadas nas regiões Norte e Nordeste em que o IBGE faz
levantamento mensal, em quatro delas foram detectadas as maiores taxas de IPCA. Além da RM de Salvador (BA) e do município de São Luís (MA), as RMs de Belém (PA), com 1,31%, e de Recife (PE), com 1,10%, se destacaram nesse indicador.
O IPCA da capital maranhense acumulado em doze meses apresentou curva ascendente, passando de 2,41%, fechados em fevereiro para 3,27%, fechados em março. O aumento de 0,86 ponto percentual (p.p.) contrastou a passagem de janeiro para fevereiro, quando a inflação acumulada em São Luís, em doze meses, teve recuo de 1,15 p.p., passando de 3,56%, para 2,41%, em fevereiro
No cálculo de doze meses, São Luís saiu de uma taxa de inflação de 0,55%, de março de 2025, entrando um movimento mais intenso de alta, para 1,39%, no mesmo este ano.
No Brasil, a média das dezesseis regiões da pesquisa, também alteração na curva do IPCA acumulado em doze meses, passando de 3,81% (fechados em fevereiro) para 4,14% (fechados em março).
Dos nove grupos de despesa, em São Luís, transportes (4,14%), alimentação e bebidas (1,48%) e habitação (1,60%) foram os mais relevantes, em março. Houve deflação, nos grupos de cuidados pessoais (-0,24%) e comunicação (-0,90%).
Despesas – No grupo de despesa saúde e cuidados pessoais, a deflação foi puxada principalmente pelo recuo nos subiten perfume (-1,87%), produto para cabelo (-2,46%) e medicamentos como gastroprotetor (-2,73%), vitamina/fortificante (-1,87%) e antialérgico e broncodilatador (-2,52%).
Esse grupo de despesa já vinha com três meses consecutivos de alta, de dezembro/25 a fevereiro/26, na ordem de 1,79%.
O grupo de despesa comunicação também vinha há três meses em sequência com aumentos de preços ao consumidor, acumulando alta de 2,37%.
O grupo de despesa transportes (4,14%), contribuiu de modo significativo para o aumento, os preços de preços da gasolina (11,24%). O aumento da gasolina no mês de março, em São Luís, foi 2,4 vezes superior à média do Brasil.
Em relação à alta de alimentação e bebidas (1,48%), foi o maior aumento ocorrido em São Luís desde novembro de 2024, quando atingiu 2,35%, e ficou 1,48%, abaixo da média geral do Brasil (1,56%).

Habitação – No que concerne a habitação (1,60%), terceiro maior impacto em São Luís, foram determinantes os aumentos na energia elétrica residencial (3,97%), gás de botijão (0,38%), mão de obra para serviços de manutenção no domicílio (0,76%), tijolo (2,77%) e aluguel residencial (0,26%).
Os sete subitens responsáveis por maiores impactos na composição da inflação em São Luís, em março foram: gasolina (11,24%), energia elétrica residencial (3,97%), tomate (19,79%), conserto de automóvel (4,61%), óleo diesel (19,32%), corte de carne costela (5,35%) e batata-inglesa (26,87%).
No acumulado do IPCA relativo ao primeiro trimestre de 2026, São Luís tem indicador muito próximo à realidade brasileira(1,91% e 1,92%, respectivamente). Em 2025, no primeiro trimestre, o IPCA acumulado no Brasil foi 2,04% e, em São Luís, 1,88%.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, refere-se às famílias com rendimento monetário de um a quarenta salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange, ao todo, 16 regiões: as dez principais regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Rio Branco (AC), São Luís (MA), Aracaju (SE), além de Brasília (DF).
Para o cálculo do índice do mês de março de 2026, foram comparados os preços coletados no período de 04 a 31 de março de 2026 (mês de referência) com os preços vigentes no período de 30 de janeiro a 03 de março de 2026 (mês base).




