Valorização do Centro Histórico de São Luís
Uma comitiva da Vale e da Fundação Athos Bulcão foi recepcionada na manhã desta sexta-feira (12) para visita ao Palacete da Rua Formosa que vai abrigar o Museu Nacional do Azulejo. O encontro marcou a apresentação do resultado das obras de restauro e o alinhamento das parcerias para implantação do novo equipamento cultural.
A comitiva conheceu os espaços que vão compor o museu, equipamento que vai reforçar a valorização do Centro Histórico e consolidar São Luís como referência nacional no tema.
“São Luís é Patrimônio Mundial, justamente por termos o azulejo como parte central desse conjunto urbano único. Ter parceiros como a Vale e a Fundação Athos Bulcão mostra que preservar memória é também construir futuro. O museu vai formar novas gerações, atrair visitantes e reafirmar São Luís como a capital brasileira do azulejo”, afirmou a prefeita.
O Museu Nacional do Azulejo terá como missão narrar a trajetória da azulejaria, desde suas origens no Oriente Médio, passando pela expansão para a Península Ibérica até a chegada ao Brasil, onde se difundiu de formas distintas pelo território.

Projeto – Luiz Fernando de Almeida foi o responsável por apresentar o projeto museográfico e explicar a funcionalidade de cada ambiente, detalhando como a expografia vai narrar a trajetória da azulejaria e integrar o acervo ao edifício histórico restaurado.
Além do objetivo central, que é contar a história para ampliar a compreensão sobre o patrimônio azulejar de São Luís e do mundo, o Museu também contará com outras atividades.
“A ideia do museu, é que também tenha uma escola de azulejaria, onde se aprenda a restaurar e a fazer peças de reposição, a trabalhar com novos padrões, consolidando a visão de São Luís como a capital dos azulejos, a cidade dos azulejos do Brasil”, explicou Luiz Fernando.
A visita institucional reforça a importância das parcerias para preservação do patrimônio cultural brasileiro, especialmente em São Luís, reconhecida nacional e internacionalmente por seu conjunto arquitetônico, urbano e artístico.

“Quando implantamos um equipamento cultural desse porte em São Luís, reafirmamos o protagonismo da capital maranhense na preservação e valorização do seu patrimônio, ao mesmo tempo em que ampliamos seu potencial turístico, educativo e cultural”, ressaltou Kátia Bógea.
Os projetos de restauro do Palacete e de criação do Museu Nacional do Azulejo são viabilizados por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Vale, gestão do Instituto Pedra e realização da Prefeitura de São Luís, por meio da FUMPH, e do Ministério da Cultura.
Na ocasião, Valéria Cabral ressaltou o ineditismo da iniciativa. “A gente tem uma história muito importante para contar. Desde a entrada dos azulejos no Brasil pelos portugueses, tanto em Salvador como em Belém e sobretudo aqui em São Luís. Então, é importante para que a gente forme novas gerações e que as pessoas possam conhecer mais da nossa história”, salientou a presidente da Fundação Athos Bulcão.
Palacete da Rua Formosa – Localizado no Centro Histórico de São Luís, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1997, o Palacete da Rua Formosa é um importante exemplar da arquitetura luso-brasileira. O processo de restauro preservou ao máximo os elementos originais da edificação, mantendo características construtivas que expressam a formação histórica e cultural da capital maranhense.




