Mais produção com investimento em modernidade
Responsável por 25,23% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileira e por US$169,2 bilhões em exportações, o agronegócio nacional tem o desafio contínuo de conciliar crescimento econômico, preservação ambiental e alta produtividade. É exatamente com esse foco que a Fazenda Campo Novo, localizada no Maranhão, possui um projeto de irrigação de pastagens com proporções ainda raras na pecuária de corte brasileira.
A iniciativa conta com um reservatório com capacidade para 4,2 bilhões de litros de água, que permitirá irrigar uma área de 315 a 320 hectares. Na prática, o sistema aumenta drasticamente a eficiência da produção ao nutrir o solo o ano inteiro, eliminando a necessidade de expandir os territórios de criação.
Para a agropecuarista e gestora da Campo Novo,Adelaide Britto, o projeto representa a consolidação de um novo modelo de produção, baseado na intensificação sustentável da atividade.
“Projetos de irrigação dessa dimensão ainda são muito pouco comuns na nossa pecuária. O objetivo principal é produzir mais na mesma área, tornando a fazenda eficiente e preparada para os desafios do setor. Quanto maior a nossa produtividade por hectare, menor é a necessidade de abrir novas áreas, o que contribui diretamente para a preservação da vegetação nativa”, conta.

Historicamente, a pecuária extensiva convencional exige, em média, cerca de um hectare para manter apenas um animal. Com a implementação da pastagem irrigada e de um manejo adequado, a Fazenda Campo Novo consegue multiplicar essa capacidade de suporte diversas vezes.
Além da otimização do espaço, que é um dos pilares da sustentabilidade no campo, a iniciativa cria um escudo para a produção diante dos períodos de estiagem, reduzindo os impactos das variações climáticas extremas sobre a oferta de alimento para o rebanho.
“O grande desafio da pecuária hoje é produzir mais sem ampliar a ocupação territorial. Quando investimos em tecnologia e infraestrutura para tornar a terra já aberta mais produtiva, conseguimos conciliar eficiência econômica e responsabilidade ambiental “, finaliza Adelaide.




