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    Home»Destaque»Confederação Brasileira de Vôlei segue normas do COI e proíbe participação de mulheres trans em suas competições
    Destaque


    Confederação Brasileira de Vôlei segue normas do COI e proíbe participação de mulheres trans em suas competições

    Aquiles Emir15 de agosto de 202603 Mins Read
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    A determinação impacta diretamente Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, primeira mulher trans a atuar na elite do vôlei brasileiro
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    Tifanny Abreu é uma das mais prejudicadas
    A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) proibiu a participação de mulheres trans em competições nacionais femininas, conforme a nova política de elegibilidade de atletas anunciada oficialmente nesta sexta-feira (14). Com essa decisão, foram revogas as normas anteriores baseadas em níveis de testosterona e alinhou-se a diretrizes internacionais. 
    A decisão afeta a jogadora Tifanny Abreu, do Osasco, primeira mulher trans na elite do vôlei nacional. O clube declarou ter sido pego de surpresa e avalia a normativa juridicamente.

    Em nota oficial publicada na noite de sexta-feira (14), a diretoria do Osasco afirmou ter sido “surpreendida” com a publicação da norma e esclareceu que não participou da elaboração do texto.

    “Tal política foi elaborada sem qualquer participação ou opinião prévia do clube. A decisão impacta diretamente a atleta Tifanny Abreu, que veste a camisa do clube desde 2021 e construiu uma trajetória marcante dentro e fora de quadra”, destacou o comunicado.

    Principais detalhes da nova regra:
    • Critério Biológico: A categoria feminina restringe-se a atletas do sexo biológico feminino. 
    • Teste do Gene SRY: Exigência de exame genético de triagem do gene SRY, permitindo apenas resultados SRY-negativos.
    • Exceções raras: Permissão para SRY-positivo apenas com comprovação clínica de condições específicas como a Síndrome de Insensibilidade Androgênica Completa. 
    • Competições afetadas: Válido para a Superliga A e B (2026/2027), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027 e Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027. 
    A transformação de Tifanny, do masculino para o feminino (Instagram de Tifanny Abreu)

    Posição da CBV – Em sua página oficial, a CBV publicou, nesta sexta-feira (14), sua política sobre a elegibilidade de atletas para as competições da categoria feminina no voleibol. A CBV se adequa ao atual cenário regulatório internacional e à necessidade de assegurar alinhamento entre os critérios aplicáveis às competições nacionais e aqueles adotados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).A CBV diz que passa a seguir – a partir de hoje – os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI – publicada em março deste ano – que limita a elegibilidade nessa categoria exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino.

    Essa verificação é feita por testagem e triagem do gene SRY – tendo como ressalvas apenas condições excepcionais previstas na política da entidade. Essa regra foi aprovada em setembro de 2025, incorporada pela FIVB e já aplicada neste ano na Liga das Nações.

    A política já entra em vigor nas seguintes competições da CBV: Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto), CBVP Challenger 2027 e nas respectivas edições seguintes durante a vigência da política.

    Confira o comunicado da CBV na íntegra:

    “Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais.”, explica Radamés Lattari, presidente da CBV.

    A política da CBV tem como base os parâmetros do COI e, historicamente, a instituição atua em conformidade com as diretrizes técnicas do Movimento Olímpico.

    “A CBV se alinhou aos posicionamentos do COI e da FIVB quanto a necessidade das jogadoras realizarem o processo de triagem do gene SRY para a elegibilidade da categoria feminina. A coleta de material é feita de forma pouco intrusiva e altamente precisa” finaliza o médico João Olyntho, presidente do Conselho de Saúde do Voleibol.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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