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    Home»Agronegócio»Crédito para a agricultura familiar cresce 13% no Maranhão e chega a R$ 1,9 bilhões, segundo levantamento do Banco Central
    Agronegócio


    Crédito para a agricultura familiar cresce 13% no Maranhão e chega a R$ 1,9 bilhões, segundo levantamento do Banco Central

    Aquiles Emir31 de agosto de 202603 Mins Read
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    So many vegetables on this field. It`s a nice summer day.
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    Operações de instituições públicas e privadas

    O volume de crédito rural destinado à agricultura familiar no Maranhão alcançou R$ 1,87 bilhão nos 12 meses encerrados em julho de 2026, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O montante representa uma alta de 12,74% em relação ao ciclo anterior, quando a linha somou R$ 1,66 bilhão. Os dados do Banco Central reúnem operações de instituições públicas e privadas.

    No total geral do Estado, o crédito rural somou R$ 6,29 bilhões no período, apresentando um recuo de 29,62% na comparação com o ciclo anterior (R$ 8,93 bilhões). Essa redução foi impulsionada diretamente pela queda na linha de Financiamento Sem Vínculo a Programa Específico, que caiu 42,96%, passando de R$ 6,02 bilhões para R$ 3,43 bilhões.

    Em contrapartida, com o avanço do Pronaf, a agricultura familiar ampliou sua relevância e passou a representar 29,82% de todo o crédito rural concedido no Maranhão. Para Marcos Barbosa, Consultor de Negócios Agro da Central Sicredi Nordeste, a participação do Pronaf ajuda a dimensionar o peso dos pequenos produtores na movimentação do crédito rural maranhense.

    “Os números mostram que a agricultura familiar tem uma participação central no crédito rural do Maranhão. O crescimento do Pronaf indica uma ampliação dos recursos destinados a produtores que dependem do financiamento para custeio, investimento e estruturação da atividade produtiva”, afirma o especialista.

    Segundo ele, o crescimento também precisa ser observado em conjunto com as características da produção rural do Estado. “O crédito rural não representa apenas o recurso disponibilizado, mas a possibilidade de financiar etapas diferentes da produção. O comportamento das linhas mostra que há demanda tanto para a atividade produtiva quanto para aquisição de terra, armazenagem e outras estruturas”, diz Barbosa.

    Fora do Pronaf, um dos maiores destaques de crescimento ocorreu no Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF/FTRA). Os recursos saltaram de R$ 3,89 milhões no ciclo anterior para R$ 31,02 milhões até julho de 2026. A linha é destinada ao acesso à terra e à estruturação de propriedades rurais.

    Cooperativismo – No Sicredi, o crédito destinado ao agronegócio também apresenta crescimento. A cooperativa é a instituição financeira privada que mais concede crédito rural no país. Para o Plano Safra 2026/2027, o Sicredi prevê disponibilizar R$ 72,1 bilhões aos produtores rurais em cerca de 340 mil operações, 4,4% acima dos R$ 69 bilhões concedidos no ciclo anterior.

    A carteira de crédito agro do sistema soma R$ 121 bilhões. A instituição também prevê R$ 13,3 bilhões para a agricultura familiar e R$ 14,6 bilhões para produtores de médio porte. Segundo os dados apresentados pelo Sicredi, pequenos e médios produtores concentram 88% das operações previstas.

    No Maranhão, a carteira de crédito rural do Sicredi saltou de R$ 90,36 milhões em dezembro de 2024 para R$ 127,47 milhões em julho de 2026, registrando um crescimento de 41%. O apoio ao produtor inclui, além do crédito para custeio e investimento, produtos como consórcios para máquinas e equipamentos, seguros rurais, investimentos e soluções de meios de pagamento. 

    “O crédito rural tem um papel que vai além do financiamento da produção. Quando o recurso chega ao produtor, ele movimenta toda uma cadeia econômica, gera renda no campo e contribui para a permanência das famílias na atividade rural. Também é um instrumento importante para a produção de alimentos e para a segurança alimentar, porque fortalece quem está diretamente envolvido na produção. Apoiar essas pessoas é também contribuir para o desenvolvimento econômico do Estado e para a sustentabilidade das comunidades rurais”, afirma Marcos Barbosa.

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    Aquiles Emir

      Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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