Mercado cresceu nos dez primeiros meses do ano
O mercado brasileiro de veículos novos alcançou, entre janeiro e outubro de 2026, o segundo maior resultado acumulado de sua série histórica, atrás apenas do registrado em igual período de 2011. Segundo levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) foram emplacadas 4.722.650 unidades nos 10 primeiros meses do ano, crescimento de 12,62% sobre igual período de 2025.
Em outubro, o setor emplacou 489.119 veículos, uma retração de 4,06% em relação a setembro e de menos 0,85% na comparação com outubro do ano passado. O calendário, porém, influenciou a comparação já que outubro de 2026 teve 21 dias úteis, contra 23 no mesmo mês de 2025.
“O resultado mostra que o mercado brasileiro mantém ritmo consistente de crescimento em automóveis, comerciais leves e motos, ainda que com ajustes pontuais, e observamos uma recuperação gradual em segmentos como caminhões, ônibus e implementos rodoviários, cuja queda acentuada vem retrocedendo ao longo dos meses, notadamente, após a implantação do Programa Move Brasil. Sabemos que o cenário de crédito permanece desafiador em função das taxas de juros e temos setores em queda acentuada, como é o caso de máquinas agrícolas, mas revisamos para cima as projeções para esse ano, na maior parte dos segmentos”, afirma Arcelio Junior, Presidente da Fenabrave.

Eletrificados – Conforme os dados da entidade, os veículos eletrificados apresentaram crescimento superior a 130% entre janeiro e outubro de 2026 contra igual período do ano passado. No acumulado do ano, até o momento, foram emplacadas 524.766 unidades, considerando modelos híbridos e totalmente elétricos.
Apenas em automóveis e comerciais leves, a participação dos eletrificados praticamente dobrou: atualmente, eles já representam 20,54% dos emplacamentos no Brasil, ante 10,67% no mesmo período de 2025.
“A eletrificação está se tornando uma parcela cada vez mais relevante do mercado. A ampliação da oferta, com diferentes tecnologias e faixas de preço, proporciona competição entre mais marcas e novas alternativas aos consumidores, contribuindo para essa transformação e ampliação da demanda, também impulsionada por programas de incentivo como Move Brasil”, avalia o Presidente da Fenabrave.
Segundo ele, o país vive uma segunda onda de novas marcas, agora com o ingresso, principalmente, das chinesas, que hoje representam mais de 19% dos emplacamentos de autos e leves, assim como ocorreu na década de 1990, com a entrada de marcas francesas, japonesas, coreanas e outras.
“Essas novas marcas estão ampliando a competitividade, o que é positivo desde que atuem com isonomia e dentro das leis e regras nacionais”, avalia o presidente da Fenabrave.





