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    Home»Poder e Política»Resolução do PT sobre aliança com o PCdoB encerra briga por vaga na chapa de Flávio Dino
    Poder e Política

    Resolução do PT sobre aliança com o PCdoB encerra briga por vaga na chapa de Flávio Dino

    Aquiles Emir9 de junho de 201804 Mins Read
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    Flávio Dino terá de afastar do PT de Lula se quiser apoio do PDT e do DEM na eleição de São Luís, segundo projeto de Ciro e Maia
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    Petistas vão buscar alianças, prioritárias, com o PSB e o PCdoB

    A Resolução da Tática Eleitoral da Comissão Executiva Nacional (CEN) do Partido dos Trabalhadores (PT), divulgada neste sábado (09), praticamente sepulta os planos daqueles que vinham pressionando o PCdoB a conseguir uma vaga na chapa majoritária do governador. Um dos mais prejudicados seria o ex-secretário estadual de Esportes Márcio Jardim que pretende ser candidato a senador por esta coligação.

    Pela decisão, os petistas vão buscar alianças, prioritariamente, com o PSB e o PCdoB e firmará coligações como esses partidos nos estados em que o PT ou eles governem.

    Dito isto, independentemente de Flávio Dino contemplar ou não o PT como membros na sua chapa, o martelo está batido pela executiva nacional para que haja uma aliança com o PCdoB no Maranhão, único estado governado pelos comunistas. Márcio Jardim vinha afirmando que sua candidatura era uma reivindicação do diretório nacional e chegou até a afirmar que se em vez do seu fosse lançado outro petista, o caso seria levado à instância superior.

    “O PT deve construir palanques estaduais com partidos de centro-esquerda, preferencialmente com PSB, PCdoB e outros partidos que apoiem Lula, sempre de acordo com a tática eleitoral nacional”, diz a resolução, acrescentando que a CEN conduzirá as tratativas “para a aliança nacional e nos estados em que governamos e em que aqueles partidos governam”.

    A Resolução frustra também os planos daqueles que gostariam de reeditar a aliança de 2010, ano em que os petistas se aliaram a Roseana Sarney (MDB) na disputa com Flávio Dino em que ela foi a vencedora. Segundo especulações de petistas, mesmo que os partidos não coliguem, um segmento fará o inverso de 2014, quando PT e MDB se uniram, mas muitos petistas trabalharam para Flávio Dino.

    Segue abaixo na íntegra a Resolução da Executiva Nacional do PT:

    O agravamento constante da crise política, econômica e social do país confirma o acerto do Partido dos Trabalhadores em sustentar, como prioridade absoluta, a candidatura do companheiro Lula à Presidência da República.

    Essa prioridade absoluta, que corresponde ao anseio da grande maioria do povo brasileiro, foi adotada em resolução do Diretório Nacional nos dias 15 e 16 de dezembro de 2017, para enfrentar os retrocessos e atrasos impostos pela articulação golpista que se apossou do país.

    A mesma resolução apontou que cabe ao PT viabilizar e fazer vencedora a candidatura Lula, sendo este nosso maior dever e responsabilidade para com o país e o povo brasileiro. Logo em seguida a esta prioridade, foram estabelecidos os objetivos de fortalecer as bancadas na Câmara e Senado e reeleger os governos estaduais do PT.

    Está clara, portanto, a primazia do projeto nacional sobre as disputas regionais. Toda e qualquer definição de candidaturas e política de aliança nos estados terá que ser submetida antecipadamente à Comissão Executiva Nacional, também como definido na Resolução de dezembro.

    No decorrer desses quase seis meses, a evolução da conjuntura tem mostrado que nosso candidato, mesmo preso injustamente, lidera a disputa presidencial com larga vantagem, registrando nas pesquisas um percentual maior que a soma das intenções de votos de todos os demais candidatos.

    Neste sentido, a CEN, reunida em 09 de junho de 2018 em Belo Horizonte, resolve estabelecer os seguintes critérios para nossa tática eleitoral:

    a) Construir uma coligação nacional para apoiar a candidatura Lula com PSB, PCdoB e outros partidos que venham a assumir este apoio.

    b) Essa construção passa pela indicação do candidato a vice-presidente em entendimento com os partidos aliados.

    c) O PT deve construir palanques estaduais com partidos de centro-esquerda, preferencialmente com PSB, PCdoB e outros partidos que apoiem Lula, sempre de acordo com a tática eleitoral nacional.

    d) A CEN conduzirá, este processo, por meio do GTE, iniciando as tratativas para a aliança nacional e nos estados em que governamos e em que aqueles partidos governam, sempre cabendo à CEN a decisão final.

    e) Nos demais estados o PT deve priorizar as alianças com os partidos considerando a composição da nossa chapa de deputados federais e senadores, bem como buscando participação nas chapas majoritárias sempre que possível.

    Belo Horizonte, 9 de junho de 2018

    Comissão Nacional Executiva do Partido dos Trabalhadores

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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