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    Home»Mundo»Brasileira assassinada na Nicarágua recebe homenagem de estudantes

    Brasileira assassinada na Nicarágua recebe homenagem de estudantes

    Aquiles Emir27 de julho de 20180
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    Um grupo de estudantes de Medicina da Universidade Americana (UAM) prestou homenagem à Raynéia Gabrielle Lima, estudante brasileira assassinada na noite do dia 23, no sul de Manágua, capital da Nicarágua.

    As bandeiras do Brasil e da Nicarágua foram colocadas na rotatória Jean-Paul Genie, local onde várias flores e fotos lembram os estudantes mortos desde 18 de abril, quando teve início a revolta popular contra o presidente do país, Daniel Ortega.

    Com a frase “Nascida no Brasil, Renascida na Nicarágua”, os companheiros de faculdade de Raynéia homenagearam ontem (26) a jovem brasileira, que foi atingida por um tiro no peito disparado por um grupo de paramilitares, segundo o reitor da UAM, Ernesto Medina.

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    Desde o início da crise no país, 448 pessoas morreram na Nicarágua, vítimas da repressão de Ortega aos protestos, de acordo com dados de organizações humanitárias locais e internacionais.

    “É preciso dizê-lo, os paramilitares que estavam na casa de Chico López foram os que dispararam”, disse Medina.

    López é tesoureiro da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), partido de Ortega. Há pouco tempo, ele era gerente de duas grandes empresas estatais dos setores de petróleo e construção.

    A estudante brasileira morava no mesmo bairro que López, uma região exclusiva no sul da capital nicaraguense.

    “As forças paramilitares sentem que têm carta branca. Ninguém vai dizer nada ou fazer nada com eles. Eles andam por aí sequestrando e fazendo operações policiais”, denunciou o reitor da UAM.

    O governo da Nicarágua nega que Raynéia tenha sido morta por paramilitares e afirma que a brasileira foi baleada por um vigilante de uma empresa privada de segurança.

    A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório do Alto Comissário para os Direitos Humanos da ONU (ACNUDH) responsabilizaram o governo da Nicarágua por assassinatos, execuções extrajudiciais, maus tratos e possíveis atos de tortura.

    Depois da morte de Raynéia, o Ministério das Relações Exteriores  convocou a embaixadora da Nicarágua em Brasília, Lorena Martínez, para consultas e chamou temporariamente de volta ao país o embaixador brasileiro Luís Cláudio Villafañe Gomes Santos, em Manágua, para consultas.

    Em nota, o governo brasileiro expressou “profunda indignação” com o crime e pediu ao governo da Nicarágua para identificar e punir os responsáveis pela morte de Raynéia.

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