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    Home»Maranhão»Extrema pobreza aumenta no Maranhão e estado lidera o ranking da miséria no país
    Maranhão

    Extrema pobreza aumenta no Maranhão e estado lidera o ranking da miséria no país

    Aquiles Emir10 de outubro de 201804 Mins Read
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    AQUILES EMIR

    O Maranhão foi o estado onde a miséria mais avançou nos últimos quatro anos e segue na liderança do ranking de extrema pobreza do país, segundo reportagem do jornal Valor Econômico assinada por Bruno Villas Bôas, publicada nesta terça-feira (08). De acordo com o levantamento da consultoria Tendência, 12,2% dos maranhenses tinham em 2017 uma renda mensal inferior a R$ 85, mas quatro anos antes este percentual era de 8,7%.

    Além do Maranhão e da Bahia, onde a miséria mais cresceu rapidamente, Sergipe chamou atenção por ter também mais do que dobrado o percentual de famílias vivendo na pobreza extrema – de 4,1% em 2014 para 8,9% no ano passado, saltando da 13ª para a sexta posição do ranking.

    Segundo Adriano Pitoli, diretor da Tendência, a piora da pobreza no Nordeste reflete tanto as particularidades da região quanto a crise do país, que afetou o emprego especialmente de setores que ocupavam mão de obra de menor qualificação, como comércio e serviços.

    Na Bahia, a proporção de famílias vivendo na extrema pobreza dobrou em quatro anos – de 4,8% em 2014 para 9,8% no ano passado. Desta forma, o estado, que tem a maior população da região nordestina e a quarta do país, escalou da 12ª para a terceira posição no ranking da miséria no país.

    Pobreza – Segundo a consultoria Tendências, das 27 unidades da Federação, 25 tiveram aumento da miséria de 2014 a 2017. Dos dez Estados com maior proporção de famílias vivendo em situação de miséria no país, oito ficam no Nordeste, dos quais sete tiveram o candidato do PT, Fernando Haddad, como líder de votos válidos no primeiro turno da corrida presidencial. Dois tiveram liderança de Jair Bolsonaro (PSL), no Norte. E o Ceará votou em Ciro Gomes (PDT).

     

    O aumento da pobreza no Nordeste é explicada pelo fim de um ciclo de investimentos e direcionamento de recursos públicos para a região. Com a crise fiscal do país, o Nordeste passou a receber menos estímulos estatais, como as grandes obras de infraestrutura, de refinarias a estaleiro. Existiria, portanto, uma “ressaca” econômica local.

    O comportamento do eleitor foi diferente, porém, na região Norte, onde a população do Acre viu a miséria dobrar em quatro anos. A proporção de famílias na pobreza extrema passou de 5,3% em 2014 para 10,9% no ano passado. Desta forma, o Estado, que tem metade da população na capital Rio Branco, escalou da décima para a segunda posição no ranking. Quem teve mais votos por lá foi Bolsonaro, com preferência de 62,24% do eleitorado.

    O Estado do Acre também tem suas particularidades. A mais evidente é a dependência extrema da renda do setor público. Nos cálculos da Tendência, 44% da massa de rendimentos da região é originada pelo setor público municipal, estadual ou federal. É mais do que o dobro do visto na média nacional (20%). “Como a crise fiscal bateu duro, a recessão bateu duro, isso pode ter influenciado a região. São Estados muito dependentes do setor público”, diz Pitoli.

    Curiosamente, os dois Estados que escalaram mais rapidamente posições no ranking – Bahia e Acre – são governados pelo PT há, pelo menos, mais de um década. O Acre é comandado pelo petista Tião Viana – que não conseguiu eleger seu sucessor no segundo turno. A Bahia, por sua vez, pelo petista Rui Costa, reeleito em primeiro turno pelos eleitores no domingo.

    Os Estados da região Sul seguem destaques positivos, apesar da piora. Em Santa Catarina, 1,8% das famílias viviam em situação de miséria. No Paraná, eram 2,5%. Também destaca-se o Distrito Federal, unidade da federação de maior renda domiciliar do país, com 2,4% das famílias em pobreza extrema.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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