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    Home»Poder e Política»Atos contra Bolsonaro neste sábado reúnem menos pessoas do que no mês de setembro
    Poder e Política

    Atos contra Bolsonaro neste sábado reúnem menos pessoas do que no mês de setembro

    Aquiles Emir20 de outubro de 201804 Mins Read
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    Manifestantes fazem passeata em defesa da democracia e contra Bolsonaro, em Brasília.
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    Protestos reúnem pequenas multidões em diversos estados

    Em várias cidades do país, Mulheres Unidas contra Bolsonaro realizam, neste sábado (20), manifestações a favor da democracia, pelos direitos humanos, em defesa da liberdade de expressão e contra o candidatura do PSL a presidente da República, Jair Bolsonaro. Já para o domingo (21) estão programadas manifestações em todo país contra o comunismo, o retorno do PT à presidência e a favor do ex-capitão do Exército.

    Diferente das manifestações de 29 de setembro, os protestos reúnem pequenas multidões. Em São Paulo, por exemplo, a manifestação foi no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Os manifestantes ocuparam os dois sentidos da Avenida Paulista, na região central da capital, mas eram bem menos do que a multidão que lotou o Largo do Batata, no primeiro turno. Ao som de tambores, centenas de pessoas gritavam “Ele não!”, “Ele Nunca!” e “Ele Jamais”, em referência ao candidato à presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro.

    Faixas de diversas cores e tamanhos se posicionavam contra as declarações do presidenciável consideradas ofensivas às mulheres, aos homossexuais e negros.

    Em São Paulo, a manifestação lotou o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). A multidão chegou a extrapolar a área da praça e ocupou totalmente os dois sentidos da Avenida Paulista, na região central da capital.
    Em São Paulo os manifestantes se concentraram em frente ao Masp, na Avenida Paulista

    Também podiam ser vistas bandeiras de centrais sindicais e partidos políticos em meio à multidão. O protesto, que seguiu em direção à Praça da Sé, contou com público diverso: pais com filhos no colo, adolescentes, casais de idosos e artistas.

    Rio de Janeiro – No Rio, os manifestantes se reuniram na Cinelândia. Com bandeiras de vários partidos de esquerda, jovens, idosos e crianças gritavam “Ele não!”.

    Durante toda a manifestação os participantes entoavam cantos como “A nossa luta, é todo dia, somos mulheres na democracia”, ou ainda “Pisa ligeiro, quem não pode com as mulheres não atiça o formigueiro”.

    Na Candelária, os manifestantes homenagearam com uma dança o mestre Moa do Katendê, assassinado a facadas na noite do primeiro turno da eleição após declarar voto ao PT, em Salvador (BA).

    Ato “Contra o retrocesso em defesa da democracia”, na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro, reúne milhares de pessoas.
    Ato Contra o Retrocesso em Defesa da Democracia, na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro – Tânia Rêgo/Agência Brasil

     

    Ana Carlina Costa, uma das organizadoras do movimento Mulheres Unidas contra Bolsonaro, disse que a manifestação de hoje é a continuação da do último dia 29 de setembro, que levou, segundo os organizadores, mais de um milhão de pessoas àsruas de todo o país. Da Candelária, os manifestantes seguiram em passeata até a Lapa.

    Brasília – Na capital federal, os manifestantes começaram a se agrupar na Rodoviária e às 16h ocupavam três faixas do eixo monumental. Eles seguiram em direção à Funarte, na região central da cidade. De acordo com a organização, 10 mil pessoas participaram do protesto. A Polícia Militar não estimou o número de participantes. Como nas outras capitais, o ato contou com mulheres, adolescentes, jovens, casais de idosos e muitas famílias acompanhadas dos filhos. Com cartazes e ao som de tambores, as pessoas subiram a avenida gritando “Ele não!”, “Ele Nunca!” e “Ele Jamais”.

    Críticas às declarações do presidenciável consideradas ofensivas às mulheres, aos homossexuais e negros estavam presentes em faixas de diversas cores e tamanhos: “A gente quer um país para todas e todos”, “Mais amor e menos ódio”, “Mulheres contra o machismo, o racismo e a homnofobia” e “Marielle, presente”, uma referência à vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco assassinada em 14 de março, podiam ser vistas na manifestação.

    Motoristas que passavam pelo local buzinaram, saudando os manifestantes. Um espaço para acolher as crianças e para a confecção de cartazes foi montado na Funarte por um grupo de mães presente no ato. Entre os manifestantes, um clima de tranquilidade e solidariedade. Uma forte chuva, dispersou a manifestação por volta das 17h40.

    (Com dados e imagens da Agência Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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