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    Home»Mundo»Aloysio Nunes defende permanência do Brasil no Pacto Global de Migração
    Mundo

    Aloysio Nunes defende permanência do Brasil no Pacto Global de Migração

    Aquiles Emir12 de dezembro de 201802 Mins Read
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    O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, lamentou nesta terça-feira (11) a possibilidade de o Brasil se desassociar do Pacto Global sobre Migração. Segundo ele, o pacto não autoriza a imigração de forma indiscriminada nem atinge a soberania dos países.

    “A questão é sim uma questão global. Todas as regiões do mundo são afetadas pelos fluxos migratórios, ora como pólo emissor, ora como lugar de trânsito, ora como destino. Daí a necessidade de respostas de âmbito global”, disse o ministro na sua conta no Twitter. O chanceler participa, em Marrocos, da conferência do Pacto Global Sobre Migração, que foi aprovado por aclamação por cerca de 150 países, incluindo o Brasil.

    Para o ministro, é fundamental “respostas no âmbito global” para a questão dos imigrantes. “Eu o aprovei porque ele simplesmente contém recomendações de cooperação internacional para combater a migração irregular e conferir tratamento digno aos migrantes, entre os quais a cerca de 3 milhões de brasileiros que vivem no exterior.”

    A afirmação de Aloysio Nunes ocorre um dia depois de o futuro chanceler, Ernesto Araújo, defender a saída do Brasil do pacto. “O governo Bolsonaro se desassociará do Pacto Global de Migração que está sendo lançado em Marrakech [Marrocos], um instrumento inadequado para lidar com o problema. A imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e a soberania de cada país”, afirmou ontem (10) o futuro chanceler em sua conta no Twitter.

    Para o atual ministro Aloysio Nunes, o pacto é compatível com a realidade brasileira. “Li com desalento os argumentos que parecem motivar o presidente eleito a querer dissociar-se do Pacto Global sobre Migrações. O Pacto não é incompatível com a realidade brasileira. Somos um país multiétnico, formado por migrantes, de todos os quadrantes”, disse o chanceler.

    O ministro acrescentou ainda que o Pacto Global sobre Migração é uma referência para o ordenamento dos fluxos migratórios. “O pacto tampouco autoriza migração indiscriminada. Basta olhar seu título. Busca apenas servir de referência para o ordenamento dos fluxos migratórios, sem a menor interferência com a definição soberana por cada país de sua política migratória.

    (Agência Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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