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    Home»Mundo»Grupo de Lima recomenda a Maduro não assumir novo mandato
    Mundo

    Grupo de Lima recomenda a Maduro não assumir novo mandato

    Aquiles Emir4 de janeiro de 201903 Mins Read
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    O Grupo de Lima, foro multinacional criado para buscar uma saída para a crise venezuelana, formado pelo Brasil e mais 12 países, defendeu nesta sexta-feira (04) que o presidente reeleito da Venezuela, Nicolás Maduro, não assuma no próximo dia 10 e transfira o poder para a Assembleia Nacional (Parlamento).

    Segundo o grupo, não há legitimidade no processo de reeleição de Maduro. Em declaração conjunta, divulgada após reunião em Lima, no Peru, o grupo reitera que a reeleição “carece de legitimidade” porque não contou com a “participação de todos os atores políticos venezuelanos, nem com a presença de observadores internacionais independentes”.

    O texto ressalta que não há apoio a qualquer alternativa de intervenção na Venezuela. A declaração condena “qualquer provocação ou operação militar que ameace a paz e a segurança na região”. Para o Grupo de Lima, é necessário adotar medidas para impedir que funcionários graduados do governo Maduro ingressem em seus países ou operem através de seus bancos.

    Parlamento – Ao mesmo tempo, o documento apoia Assembleia Nacional – o parlamento venezuelano, de maioria opositora, eleito em dezembro de 2015. Desde que assumiram, os parlamentares venezuelanos foram impedidos de legislar: suas decisões foram ignoradas pelo executivo.

    O argumento de Maduro foi que a Assembleia Nacional desacatou a Justiça (aliada a seu regime) ao dar posse a três legisladores, cuja eleição tinha sido questionada. Maduro acabou substituindo o poder legislativo por uma Assembleia Nacional Constituinte, eleita sem a participação da oposição.

    Integrantes – Além do Brasil, assinaram o documento Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lucia. O Mexico, que tambem faz parte do Grupo de Lima, se recusou a assinar o documento.

    Esta é a primeira vez que o governo mexicano não apoia uma declaração do bloco, criado em 2017 para pressionar o regime de Maduro a fazer reformas democráticas – sinal de mudança na politica exterior, depois da posse do presidente Andrés Manuel Lopez Obrador, em dezembro passado.

    Unasul – A reunião do Grupo de Lima foi a primeira atividade no exterior do chanceler Ernesto Araújo no posto. O ministro das Relações Exteriores participou de uma reunião na embaixada do Chile para discutir o futuro da União de Nações Sul-americanas (Unasul) a crise na Nicarágua.

    Desde abril de 2018, eclodem protestos nas principais cidades da Nicarágua. A estimativa é que mais de 300 pessoas morreram nas manifestações contrárias ao governo do presidente nicaraguense, Daniel Ortega. O ex-guerrilheiro, que cumpre seu terceiro mandato consecutivo, é acusado de repressão e desrespeito aos direitos humanos e liberdade de expressão.

    (Agência Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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