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    Home»Mundo»Coletes amarelos voltam a ocupar as ruas de Paris neste sábado
    Mundo

    Coletes amarelos voltam a ocupar as ruas de Paris neste sábado

    Aquiles Emir6 de janeiro de 201903 Mins Read
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    Manifestantes vestindo coletes amarelos durante protestos em Paris, na França.
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    Os manifestantes conhecidos como coletes amarelos voltaram às ruas de várias cidades da França neste sábado (05) na primeira grande mobilização de 2019, que marca a oitava semana consecutiva de protestos contra a política fiscal e social do presidente Emmanuel Macron.

    Os atos reuniram 50 mil pessoas em todo o país, segundo dados do Ministério do Interior francês, que minimizou a força da manifestação. “Podemos ver que não é um movimento representativo na França”, disse o ministro Christophe Castaner.

    A participação foi maior do que os protestos da semana passada, mas ainda uma pequena fração dos números registrados nas primeiras semanas de manifestações. Neste sábado, houve atos em cidades como Paris, Bordeaux, Toulouse, Rouen e Marselha.

    Algumas marchas, que começaram pacíficas, acabaram em confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança. Foram atacadas lixeiras, carros e motocicletas em vias públicas.

    Na capital francesa, houve relatos de manifestantes atirando objetos contra policiais que bloqueavam pontes sobre o rio Sena. Os agentes chegaram a disparar gás lacrimogêneo para impedir que participantes atravessassem o rio e chegassem ao prédio da Assembleia Nacional.

    Restaurante é incendiado – Um restaurante flutuante à beira do Sena foi incendiado, e um policial ficou ferido após ser atingido por uma bicicleta arremessada da rua acima da margem do rio.

    Benjamin Griveaux, porta-voz do governo francês, foi retirado às pressas de seu gabinete, pela porta dos fundos, depois de um pequeno grupo de manifestantes ter invadido o complexo, supostamente com uma retroescavadora, e destruído veículos.

    A prefeitura de Paris informou que 101 pessoas foram detidas na cidade e 103 foram interrogadas pela polícia.

    Municípios como Rouen e Bordeaux também registraram confrontos e detenções. A primeira cidade, capital da Normandia, reuniu 2 mil manifestantes, enquanto em Bordeaux havia mais de 4,5 mil pessoas.

    O presidente Macron condenou a violência nos protestos deste sábado. “Mais uma vez a violência extrema atacou a República – seus guardiões, seus representantes, seus símbolos”, escreveu o presidente no Twitter.

    Pacto cívico – “Aqueles que cometem esses atos esquecem o coração de nosso pacto cívico. Justiça será feita. Todos devem se unir para trazer o debate e o diálogo”, disse.

    Os atos ocorrem dias depois de as autoridades francesas terem prendido um dos líderes dos coletes amarelos, Éric Drouet, acusado de organizar uma manifestação não autorizada em Paris. Ele foi libertado na quinta-feira, um dia depois de sua prisão, mas será julgado pelo caso.

    De acordo com a lei francesa, organizadores de protestos são obrigados a informar as autoridades locais com pelo menos três dias de antecedência. Os coletes amarelos, contudo, têm ignorado com frequência essa regra com seus protestos muitas vezes espontâneos. O ato deste sábado, por sua vez, havia sido previamente informado às autoridades.

    Os protestos são contra o aumento nos preços dos combustíveis e contra reformas fiscais propostas pelo governo francês, que, dizem os manifestantes, atingiriam desproporcionalmente as classes trabalhadoras. Eles pedem também a renúncia de Macron e a reintrodução do imposto de solidariedade sobre a riqueza.

    (Agência Brasil com informações da Deutsche Welle, emissora internacional da Alemanha)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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