Brandão fala de sua atuação e como pretende ajudar o governo
DIEGO EMIR
Um dos momentos mais dramáticos nas discussões sobre uma disputa eleitoral é a definição do nome de quem vai ser o companheiro de chapa do candidato majoritário, seja prefeito, governador ou presidente da República. Se não faltam disputas internas e até mesmo ameaças de rompimento, o eleitor nem sempre se dá conta da importância do vice, pois, afinal de contas, é aquele que substitui e pode até vir suceder o título, em caso de impedimento deste. Não são raros também os casos de rompimento dos eleitos, e uma das melhores maneiras de evitar isto é o envolvimento do vice nas ações do governo, e tem sido assim no Maranhão desde 2015.
Antes, porém, foram muitos os casos de rompimento entre titular e vice. Epitácio Cafeteira e João Alberto chegaram ao fim de governo em 1990 rompidos; José Reinaldo e Jurandir Filho não se entendiam; Jackson Lago e Domingos Dutra se estranharam logo no início da gestão à frente da Prefeitura de São Luís, assim como foi João Castelo e Helena Duailibe. No campo federal, o melhor exemplo é de Dilma Rousseff com Michel Temer.
Apontado como a melhor oferta que o PSDB poderia dar em 2014 para a composição de ampla aliança em torno da candidatura de Flávio Dino, Carlos Brandão confirmou, pela postura discreta adotada como vice e pelo trabalho desenvolvido em favor do governo, como a melhor escolha do governador para formar um time entrosado, com todos remenda na mesma direção.
Nesta entrevista exclusiva a Maranhão Hoje, Brandão fala de sua atuação, como pretende continuar ajudando o governo e de que forma pode ser o candidato a sucessor de Dino em 2022.
Qual avaliação o senhor faz desses primeiros quatro anos?- – O fato mais importante foi ter apresentado o Maranhão para o mundo. Levamos nossas potencialidades. Muitos empresários se interessam e já assinaram contratos com o Estado. Outro ponto importante foi mostrar que o Maranhão é um porto seguro, aqui temos isenções fiscais, nós temos segurança jurídica, os empresários chegam e ninguém vai romper contrato com eles, vamos deixá-los bem à vontade para ganhar dinheiro. Nós preparamos o Maranhão para também oferecer mão de obra, através da construção de trinta Institutos de Ensino Tecnológicos (Iemas) – são 6 mil técnicos formados.
- Como o senhor espera que seja a relação do Governo do Maranhão com o Governo Federal?
- – Eu acho que será uma relação institucional. Não precisamos nos render politicamente. Em 2014, fomos eleitos com o apoio de 17 prefeitos, mas nós ajudamos todos os 217 municípios maranhenses ao longo de quatro anos. Então acredito que será a mesma relação do Governo Federal com o Maranhão.
- O senhor poderia ser considerado o embaixador do Maranhão?
- – O maior embaixador do Maranhão é o governador. Eu sou um cumpridor de missões.
(A íntegra da entrevista está disponível apenas na versão impressa)



