AQUILES EMIR
Ao conceder, na manhã desta terça-feira (02), entrevista a um pool de emissoras de rádio lideradas pela Timbira (oficial do Estado), o governador Flávio Dino (PCdoB) se colocou à disposição do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para juntos buscarem soluções para os grandes problemas nacionais. Disse, inclusive, que já solicitou uma audiência a ele para tratar de assuntos do Maranhão, mas até o momento não obteve resposta, sendo que sua relação com o Planalto tem sido apenas com ministros, aos quais também já ofereceu ajuda.
Flávio Dino chegou a desafiar os ouvintes a fazerem uma pesquisa a fim de verificar se alguém faz mais do que ele neste momento no Brasil. “Não há nenhum governador realizando e inaugurando obras no mesmo volume que se verifica no Maranhão”, acentuou. Indagado se estava em campanha para a sucessão presidencial em 2022, desconversou e disse que neste momento não pensa em eleição, mas fica lisonjeado com as menções a seu nome, tanto no Maranhão quanto no restante do país.
Flávio Dino criticou o presidente Bolsonaro por “estar se envolvendo em conflitos alheios”, enquanto o Brasil tem muitos problemas a serem resolvidos. Para ele, é importante o alinhamento firmado com Israel, mas o Brasil não pode se envolver na questão dos israelenses com os palestinos. Outra crítica foi com relação à sua interferência nos assuntos internos da Venezuela.
Ao centrar suas críticas ao governo federal, o governador disse estranhar o fato de Bolsonaro nunca ter pronunciado a palavra “pobre”, tampouco apresentar um programa de investimento, de geração de empregos; “ao contrário criou uma Secretaria de Desinvestimento”, o que seria na sua concepção algo raro. Ele criticou ainda o programa de desestatização, pois nenhum país no mundo abre mão do seu patrimônio.
Obras – Quando questionado sobre a qualidade de algumas obras, principalmente do Mais Asfalto, Flávio Dino comparou seus críticos a Sambalate (leia blog Conversa Franca), que não acreditava nos esforços de Neemias para reerguer os muros de Jerusalém. Disse que algumas pessoas já chegaram a prometer suicídio se a ponte entre Central e Bequimão for concluída, mas ele garante que ninguém irá morrer, mas sim festejar, quando for inaugurada.

Para ele, “embora não seja engenheiro para avaliar tecnicamente”, suas obras são de boa qualidade e disse que encontrou muitas estradas e vias urbanas mal feitas, mas que está tentando consertar, como é o caso das avenidas Quarto Centenário e Via Expressa, que estariam cheias de defeitos, porém, curiosamente nas únicas vias trafegáveis em São Luís.
Sobre a MA 315, entre Paulinos Neves e Barreirinhas, inaugurada em janeiro, mas que já apresenta uma série de problemas, disse que a empresa irá corrigir o que tiver de ser feito para que atenda o projeto de impulsionar o turismo na Rota das Emoções.
Educação – Flávio Dino também destacou o papel essencial dos professores nesse processo. “Vamos continuar essa linha de trabalho que temos adotado, de valorização e respeito aos professores”, afirmou durante a entrevista nos estúdios da Nova 1290 Timbira.
“Não há nenhum governo na história do Maranhão que respeitou e valorizou os professores quanto o atual. Mesmo em nível nacional, ninguém conseguiu fazer o que fizemos nestes quatro anos”, acrescentou.
“ Vamos continuar a construção de escolas, temos 70 obras em andamento na rede estadual. Vamos garantir uma educação melhor cada vez mais para os estudantes. O foco essencial de uma escola é a aprendizagem dos estudantes.”
Segurança – Outra promessa foi a construção de mais seis presídios, o que se torna necessário porque agora, “como a polícia é boa”, a população carcerária dobrou, saindo de 6 mil e está próxima de 12 mil. Ele garantiu ainda que irá reforçar o efetivo de policiais civis e militares para estender as ações de segurança pública para todo o estado.
Na área de Saúde, anunciou que em breve estará concluído o Hospital Regional de São Luís, que, segundo ele, irá desafogar os Socorrões I e II (hospitais Djalma Marques e Clementino Moura, respectivamente).




3 Comentários
Só ele que acha essas porcarias que ele chama de obras mal feitas é superfaturadas
Esse governador é muito dissimulado e sinico.
Essa erva estava vencida. Ele deve estar falando de outro estado. Aquiles, depois você pede a ele que cite uma obra que ele entregou de relevância. Pode até ser Italuis II, que está do jeito que Roseana deixou há 5 anos.