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    Home»Maranhão»Prefeitos querem utilizar royalties da mineração em obras não previstas na legislação federal
    Maranhão

    Prefeitos querem utilizar royalties da mineração em obras não previstas na legislação federal

    Aquiles Emir7 de maio de 201903 Mins Read
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    AQUILES EMIR

    A partir deste mês, 24 municípios maranhenses cortados pela Estrada de Ferro Carajás, da Vale, passam a ter direito aos royalties da mineração, que corresponde à metade de 15% do faturamento bruto da mineradora. Comemorado, o repasse está criando uma frustração entre os gestores, pois a aplicação desses recursos é regulamentada por lei federal, ou seja, não cabe ao prefeito definir em que obra ou serviço investir.

    Nesta terça-feira (06), a presidente do Consórcio dos Municípios dos Corredores Intermodais do Maranhão (CIM), Karla Batista, visitou o Tribunal de Contas do Estado (TCE), acompanhada de outros prefeitos que estão entre os beneficiados, para apresentar ao conselheiro Nonato Lago (presidente da Corte de Contas) uma consulta sobre a possibilidade de uma flexibilização na aplicação dos recursos e não apenas nas normas especificadas pela Lei 7.999.

    De acordo com a prefeita, trata-se de uma conquista pela luta de vários anos para que a Vale passasse a compensar os municípios pelos danos causados com o transporte de minério em seus territórios, e muitos deles dentro da zona urbana. O primeiro repasse será feito este mês, porém os gestores não poderão utilizar o dinheiro no atendimento de reivindicações da população, principalmente no tocante a infraestrutura, já que a legislação federal limita o uso desses recursos.

    Em seu artigo 8º, a Lei 7.999, de dezembro de 1989, diz que o dinheiro recebido pelas compensações financeiras a título de indenização pela exploração do petróleo, xisto betuminoso e gás natural deve ser utilizado em três situações:

    • Pagamento de dívidas para com a União e suas entidades
    • Custeio de despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino, especialmente na educação básica pública em tempo integral, inclusive as relativas a pagamento de salários e outras verbas de natureza remuneratória a profissionais do magistério em efetivo exercício na rede pública
    • Capitalização de fundos de previdência.
    foto royalties
    Karla Batista com o presidente do TCE, Nonato Lago, o consultor jurídico Daniel Leite e o coordenador do CIM, Dilton Carvalho

    Conquista – Para a prefeita, seriam bem aplicados esses recurso se pudessem servir também para atender a população no reparo daquilo que a empresa mineradora mais prejudica o município, que são os impactos ambientais, danificação de ruas e estradas vicinais, problemas de saúde etc, ou seja poderiam ser utilizados no reforço das ações de infraestrutura, melhoria de postos de saúde e hospitais até mesmo na melhoria da educação. Segundo ela, já há entendimento de outros tribunais quanto a esse uso da verba.

    O presidente do TCE, Nonato Lago, diz que vê com simpatia a reivindicação desses gestores, até porque é um pedido coerente com aquilo que anseia a população. Ele disse que após o parecer técnico de sua assessoria vai analisar essa questão com muito cuidado a fim de que os municípios sejam impedidos de usar esses recursos da melhor maneira possível.

    Nonato Lago diz que conhece a realidade da maioria dos municípios e entende que seria interessante o uso dessa verba para melhorar as condições de vida da população.

    A prefeita estava acompanhados dos gestores de Buriticupu (Zé Gomes), Santa Inês (Vianey Bringel), Anajatuba (Sindney Pereira), Tufilândia (Vilde Ricardo), Bom Jesus das Selvas (Fernando Coelho) e de Açailândia (Fabrício Ribeiro, que representou o prefeito), além do diretor-geral do Consórcio, Dilton Carvalho, e do assessor jurídico Daniel Leite.

    (Com informações do TCE)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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