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    Home»Mundo»Nicolás Maduro faz acordo para receber ajuda da Cruz Vermelha
    Mundo

    Nicolás Maduro faz acordo para receber ajuda da Cruz Vermelha

    Aquiles Emir7 de junho de 201902 Mins Read
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    A truck carrying humanitarian aid crosses into Venezuela from Brazil, February 23, 2019. REUTERS/Ricardo Moraes
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    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta sexta-feira (07) que vai consolidar um acordo com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, com o qual pretende iniciar a entrada de ajuda humanitária no país.

    A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de um quarto da população venezuelana — em torno de 7 milhões de pessoas– precisa de apoio, segundo informativo interno que mostra aumento da desnutrição e de doenças, em meio à severa crise econômica e política.

    “(O acordo permitirá) que a Cruz acelere e incremente todo o seu apoio humanitário à Venezuela, em termos de saúde, de remédios”, disse Maduro em transmissão da TV estatal.

    O presidente não deu detalhes sobre o acordo e os insumos que poderão entrar no país sul-americano.

    “Eu abri as portas, uma vez que acabou o show, o show da ajuda humanitária. Lembram-se do show?… Que vem do mar, que vem de barco, que vem por rio, que vem pela Colômbia, mentiras”, acrescentou Maduro.

    Em fevereiro, o chefe do Congresso, Juan Guaidó, que evocou a Constituição para se autoproclamar presidente interino e conta com o reconhecimento de mais de 50 países, tentou liberar a entrada de ajuda humanitária pelas fronteiras com a Colômbia e o Brasil, mas não foi bem-sucedido.

    Na quarta-feira, representantes da Cruz Vermelha na Venezuela disseram a repórteres que estavam à espera da permissão do país sul-americano para a entrada de 23 toneladas de insumos provenientes do Panamá e uma importante carga de medicamentos oriunda da Itália.

    Em abril, uma primeira remessa de 24 toneladas, reunidas pela Federação da Cruz Vermelha, chegou à Venezuela, procedente do Panamá.

    Guaidó afirmou que a chegada da ajuda era o reconhecimento por parte do governo de uma emergência humanitária negada anteriormente.

    O governo venezuelano assinala que as sanções impostas pelos Estados Unidos impedem a aquisição de medicamentos e comida no exterior. No entanto, economistas e opositores denunciam que as restrições para obter insumos existem desde antes da aplicação das medidas por Washington.

    A Venezuela enfrenta grave crise econômica, que empobreceu milhões de venezuelanos e acentuou o fluxo migratório na região.

    (Agência)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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