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    Home»Brasil»Marinha do Brasil investe R$ 1,8 bilhão em quatro novos navios
    Brasil

    Marinha do Brasil investe R$ 1,8 bilhão em quatro novos navios

    Aquiles Emir4 de abril de 201704 Mins Read
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    A Marinha vai investir US$ 1,8 bilhão na construção, no Brasil, de quatro corvetas médias, da nova classe Tamandaré, de 2,7 mil toneladas. Pelo projeto, serão navios avançados, com ampla carga digital, sistemas e armamento de última geração.

    O projeto vai atender à necessidade da Força de renovar seus meios de escolta e de emprego geral, além de contemplar futuros negócios no mercado internacional de equipamentos de Defesa. Cada unidade vai sair por US$ 450 milhões. Os estaleiros nacionais envolvidos no empreendimento trabalharão consorciados com empresas estrangeiras, especializadas na produção e desenvolvimento de embarcações militares, em regime de ampla transferência de tecnologia.

    Segundo o contra-almirante Petrônio Aguiar, diretor de gestão de projetos da Marinha, a iniciativa “contribuirá para a capacitação da Marinha no domínio do ciclo completo da produção de seus próprios navios”.

    Ao longo dos próximos meses, até o fim do ano, a Marinha cumprirá uma agenda de consultas técnicas aos estaleiros interessados no projeto, daqui e do exterior. O processo licitatório será encerrado em 2018. O início da construção está previsto para 2019 e as entregas serão feita no período de 2022 a 2025 – na cadência de um navio por ano.

    A longo prazo, as encomendas podem chegar a 12 unidades. O Arsenal da Ilha das Cobras, no Rio, principal instalação industrial da Marinha nesse setor, será considerado na negociação, provavelmente nas tarefas de integração final dos sistemas.

    Substituição – Há uma certa pressa na execução do processo. A frota de seis fragatas de 3,8 mil toneladas, mais duas de 4,4 mil toneladas, está completando 40 anos de atividade na Marinha brasileira. Passaram por um ciclo de modernização e receberam novos recursos de aperfeiçoamento em vários momentos durante o tempo de serviço. Mas, segundo especialistas militares ouvidos pelo Estado, um outro procedimento do mesmo tipo teria de ser muito extenso e os custos seriam elevados, com resultado incerto. O grupo será gradualmente retirado de operação na próxima década.

    O conceito das corvetas Tamandaré faz delas uma espécie de minifragatas. A geração imediatamente anterior, a V-34 Barroso, construída no Brasil, desloca pouco mais de 1,7 mil toneladas – mil a menos que a nova classe. Claro, são os menores modelos de navios de combate, pouco confortáveis para a tripulação, têm menor capacidade de autonomia e de raio de ação, e também menores alcances dos sensores de vigilância e das armas. Todavia, cumprem a missão: em 2015, a Barroso integrou a Força Tarefa Marítima da ONU no Líbano, substituindo a fragata União.

    Mais ampla, a V-35 Tamandaré terá espaço para receber os tubos de lançamento dos mísseis antinavio Mansup, brasileiros, da mesma classe dos Exocet MM-40/3, e os casulos de disparo vertical dos Sea Ceptor, antiaéreos, comprados da MBDA europeia. O desenho crítico das linhas do casco reduz a visibilidade nas telas do radar, dando à embarcação uma certa condição “stealth”, de furtividade. A bordo haverá acomodações para 136 pessoas – tripulantes, mergulhadores, fuzileiros, mais pilotos e mecânicos do helicóptero orgânico, provavelmente configurado para o combate antissubmarino.

    Plano revisto

    Em 2010, como resultado da economia estável e da decisão do governo de reequipar as Forças Armadas, a Marinha apresentou o projeto ProSuper, destinado a renovar o conjunto de suas embarcações de superfície, compreendendo 11 navios, com investimentos estimados em US$ 6 bilhões.

    O inventário abrangia, então, cinco fragatas de 6 mil toneladas, quatro navios-patrulha oceânicos, de 1,8 mil toneladas, e um navio de apoio, de 22 mil toneladas. Correndo por fora, poderia entrar na lista um gigante de múltiplo emprego, de 32 mil toneladas, capaz de transportar tropas, blindados, lançadores de foguetes, lanchas de desembarque e muitos helicópteros. Porém, faltou dinheiro, e o programa não avançou.

    Mesmo com a escassez de recursos, a Marinha mantém em andamento avançado o programa ProSub, contratado com a Odebrecht Defesa e Tecnologia e a DCNS, da França, por cerca de ¤ 6,7 bilhões, e que resultará em quatro submarinos convencionais de 2,2 mil toneladas da classe Scórpene/Br, de tecnologia francesa, mais um de propulsão nuclear. O negócio cobre a construção do estaleiro de onde sairão os navios e de uma base de operações, tudo em Itaguaí, no litoral sul do Rio de Janeiro.

    (Antaq com dados do Repórter Diário)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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