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    Home»Negócios»Rumo assina contrato para exploração da Ferrovia Norte-Sul por trinta anos
    Negócios

    Rumo assina contrato para exploração da Ferrovia Norte-Sul por trinta anos

    Aquiles Emir31 de julho de 201907 Mins Read
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    Trecho entre Porto Nacional (TO) a Estrela D’Oeste (SP) atende mercado do Centro-Oeste e incrementará exportação de grãos via Porto de Santos

    O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quarta-feira (30) com a Rumos, maior operadora ferroviária do País, contrato de concessão dos tramos central e sul da Ferrovia Norte-Sul, como resultado do leilão realizado em 28 de março pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Também estiveram presentes os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), Tereza Cristina (Agricultura); os governadores Ronaldo Caiado Goiás e Mauro Carlesse (Tocantins); e executivos da empresa, incluindo o presidente dos conselhos de administração da Cosan e da Rumo, Rubens Ometto.

    “As obras de infraestrutura unem o Brasil, trazem progresso de verdade para todos os brasileiros. As futuras obras geram preços e fretes melhores, além de ajudar a reduzir os acidentes em estradas”, disse em discurso o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. “Por isso, o modal ferroviário é sempre muito bem-vindo”.

    “Quero registrar aqui a minha homenagem às pessoas que fizeram a ferrovia Norte-sul, aos técnicos do ministério, da ANTT, aos parlamentares que nos deram apoio, à Cosan, à Rumo que acreditou no Brasil e que está trazendo seu investimento, seu expertise“, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que também garantiu que a renovação do contrato da Malha Paulista será realizada em breve.

    “Desde 2015, nós estamos pleiteando a renovação da Malha Paulista para podermos investir R$ 7 bilhões”, disse o diretor presidente da Rumo, João Alberto Abreu. “Queremos muito dar mais esta boa notícia ao nosso PIB. Já temos a aprovação da ANTT e da área técnica do Tribunal de Contas da União, e estamos aguardando o parecer final do TCU”.

    Ministro Tarcísio de Freitas participou da solenidade e elogia cioncessão

    “A ampliação da Malha Paulista e o início das operações da Norte-Sul vão criar um corredor comercial inédito na América do Sul. A Norte-Sul vai valorizar as terras de quem tem uma fazenda em Mato Grosso, em Goiás e Tocantins — e vai expandir a fronteira agrícola do País”, disse o presidente do Comitê Operacional, membro do Conselho de Administração e líder da nova Malha Norte-Sul da Rumo, Julio Fontana Neto.

    O leilão – A proposta econômica da Companhia foi de R$ 2,7 bilhões, ágio de 100,92% em relação ao valor de outorga mínimo estabelecido. O contrato de concessão será de 30 anos, não prorrogável. O trecho leiloado compreende 1.537 quilômetros de linha férrea entre Estrela D’Oeste (SP) e Porto Nacional (TO).

    A Ferrovia Norte-Sul começou a ser construída em 1987, projetada para ser a espinha dorsal do sistema ferroviário brasileiro e integrar de forma estratégica o território nacional.  Com assinatura do contrato de concessão dos tramos central e sul a operação dessa malha será decisiva para o futuro da infraestrutura do País, garantindo ciclos virtuosos de desenvolvimento econômico, gerando empregos e ajudando a reduzir o Custo Brasil.

    A nova operação – Além de Anápolis, onde funciona o Porto Seco Centro-Oeste, haverá terminais da Rumo nas regiões das cidades goianas de São Simão e Uruaçu, e um grande complexo de terminais no sudoeste do Estado. No Tocantins, as operações em Porto Nacional, onde já existe um terminal, passarão a integrar o corredor Norte-Sul.

    A Rumo tem planos para que trens da Brado, sua subsidiária especializada na logística multimodal de carga em contêineres, estejam rodando até o final de 2019, no trecho da Norte-Sul entre Anápolis (GO) e Porto Nacional (TO).

    O objetivo dessa operação inaugural é atender os polos de produção agrícola e industrial das regiões Centro-Oeste e Norte do País. Nela, serão utilizados os modernos vagões double-stack, que podem carregar até três contêineres (um de 40 pés e dois de 20 pés) empilhados em dois níveis.

    Em paralelo, diversas obras de infraestrutura ferroviária serão executadas entre Ouro Verde de Goiás (GO) e Estrela D’Oeste (SP), onde a Norte-Sul se conecta à Malha Paulista. Também sob concessão da Rumo, essa via férrea dá acesso ao Porto de Santos (SP), o mais importante do Brasil. A conexão entre as duas malhas deve ocorrer até 2021, viabilizando dois fluxos importantíssimos.

    De um lado, leva-se carga geral e industrializada do Terminal de Sumaré (SP) – para onde é levada a produção da indústria da grande São Paulo, região metropolitana de Campinas, São José dos Campos e demais polos industriais do estado de SP – para grandes centros consumidores, como Goiânia (GO), Brasília (DF), Palmas (TO) e Imperatriz (MA). Por outro, será escoado um volume significativo de grãos de Tocantins, Goiás e do leste do estado de Mato Grosso, para exportação a partir de Santos.

    Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a demanda potencial prevista pelos trilhos da Norte-Sul para o ano que vem é de 1,7 milhão de toneladas. Até 2055, esse número deve chegar a quase 23 milhões de toneladas anuais.

    (Anápolis – GO, 31/07/2019) Cerimônia de Assinatura do Contrato de Concessão da Ferrovia Norte-Sul .
    Foto: Alan Santos/PR

    Sinergia – Esse vai e vem, que atenderá as exportações e o mercado interno, significa redução de custos para quem produz e para quem consome, e um agronegócio mais competitivo lá fora. Para que esse ciclo se cumpra, é fundamental a aprovação em plenário pelo Tribunal de Contas da União (TCU) do pedido de renovação antecipada da concessão da Malha Paulista.

    A maior parte dos investimentos previstos será feita nos cinco primeiros anos, trazendo um aumento de 150% na capacidade de transporte da Malha Paulista – de 30 milhões de toneladas por ano para 75 milhões de toneladas por ano.

    Além desse aumento de capacidade, o plano de negócios da Companhia prevê dezenas de obras para solução de conflitos urbanos e a reativação dos ramais de Panorama (SP) e Barretos (SP).

    A renovação antecipada permite à concessionária ter garantia de horizonte contratual para amortizar investimentos muito volumosos e intensivos em capital, iniciando-os imediatamente. É o aumento de capacidade da Malha Paulista que permitirá que os trens da Norte-Sul cheguem ao Porto de Santos e que as cargas de São Paulo cheguem ao centro-oeste. É um dos projetos mais importantes da integração logística do país.

    Informações básicas: 

    • Data do leilão: 28 de março de 2019
    • Trecho concessionado: 1.537 quilômetros, ligando Porto Nacional (TO) a Estrela D’Oeste (SP)
    • Prazo do contrato de concessão: 30 anos, não prorrogável
    • Valor da proposta econômica da Companhia: R$ 2,7 bilhões
    • Ágio em relação ao valor mínimo fixado: 100,92%
    • Previsão para início das operações: até o final de 2019, com contêineres da Brado rodando entre Anápolis (GO) e Porto Nacional (TO); operação completa prevista para 2021, após a conclusão das obras entre Ouro Verde de Goiás (GO) e Estrela D’Oeste (SP).
    • Primeiros terminais previstos: Porto Nacional (TO), Anápolis (GO), região de São Simão (GO), região de Uruaçu (GO) e um grande complexo de Terminais no sudoeste de Goiás.
    • Demanda potencial divulgada pela ANTT: 1,7 milhão de toneladas para 2020; 22,73 milhões de toneladas até 2055.

    Sobre a Rumo – A Rumo é a maior operadora de ferrovias do Brasil e oferece serviços logísticos de transporte ferroviário, elevação portuária e armazenagem. A companhia opera 12 terminais de transbordo, seis terminais portuários e administra cerca de 14 mil quilômetros de ferrovias nos estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. A base de ativos é formada por mais de mil locomotivas e 28 mil vagões.

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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