AQUILES EMIR
O presidente Jair Bolsonaro venceria novamente o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) numa disputa presidencial se a eleição fosse hoje, segundo pesquisa da FSB com 2 mil pessoas, publicada nesta sexta-feira (23) pela revista Veja. De acordo com o levantamento, feito por telefone entre os dias 16 e 18, a diferença seria ainda maior do que foi em 2018 se houvesse um confronto entre ambos num segundo turno.
De acordo com o levantamento, numa eventual disputa por um segundo mandato, Bolsonaro teria 35% de preferência dos eleitores, no primeiro turno. Em segundo lugar, aparece Fernando Haddad (PT), com 17%, seguido por Ciro Gomes (PDT) – 11%; Luciano Huck (sem partido) – 11%); João Amoêdo (Novo) – 05%; e João Doria (PSDB) – 03%.
Se fossem confirmados os números, o presidente teria 11,03 pontos percentuais a menos do obtido no primeiro turno de 2018, quando obteve 46.03%, e Haddad, menos 12,98, já que obteve na disputa anterior 29,98%.
Num eventual segundo turno, Bolsonaro venceria Haddad por 48% a 35% e se o embate fosse com Joao Doria (PSDB), derrotaria o tucano, por 45% a 29%. “O presidente está ganhando o terceiro turno. Bolsonaro alimenta relações políticas turbulentas enquanto mantém um casamento estável com seu eleitorado”, analisa o cientista político Antonio Lavareda.
A pesquisa revela também que, se Bolsonaro desistisse da reeleição e seu candidato fosse Sergio Moro o ministro da Justiça, que é o mais avaliado por governo, segundo 29% dos enetrevistado, lideraria no primeiro turno com 27%, perdendo para o somatório de votos de candidatos mais à esquerda, como Ciro Gomes (13%) e Fernando Haddad (18%). Outro destaque é Luciano Huck, que passaria de 11%, numa disputa com Bolsonaro, para 13%.
Governo – A pesquisa fez ainda uma avaliação do governo e do modo de governar do presidente. Para 30%, ele faz um governo ótimo ou bom; para 33%, regular; e para 35%, ruim ou péssimo.
Ainda de acordo com a pesquisa, 37% apontam Bolsonaro como a liderança que serve de referência no avanço do Brasil e 45% acreditam que ele encerrará bem o mandato.
Para o analista Alon Feuerwerker, coordenador da pesquisa, “temos apenas oito meses de governo. As pessoas ainda não estão julgando resultados, mas as expectativas”.
Por outro lado, o levantamento revela que, mesmo neste começo, 48% dos brasileiros desaprovam a forma como Bolsonaro governa — contra 44% que lhe conferem respaldo. E outros 68% acreditam que as falas do presidente prejudicam em algum grau o andamento do governo — para 49%, elas atrapalham muito.
(Com informações da revista Veja)
Saiba como é a avaliação do governo e do presidente:






