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    Home»Mundo»ONU prevê oceanos com temperaturas mais altas e menos oxigênio
    Mundo

    ONU prevê oceanos com temperaturas mais altas e menos oxigênio

    Aquiles Emir26 de setembro de 201904 Mins Read
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    NApOc Ary Rongel (H-44), ex-Polar Queen, é um navio de apoio oceanográfico da Marinha do Brasil.
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    O Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC), criado pelas Nações Unidas (ONU), apresentou nesta quarta-feira (25) um relatório dedicado aos efeitos das alterações climáticas nos oceanos e nas massas de gelo permanentes da Terra. A devastação dos mares e das regiões geladas devido às alterações climáticas é o grande problema apontado no documento.

    É urgente priorizar “ações oportunas, ambiciosas e coordenadas” de forma a enfrentar estas mudanças “sem precedentes e duradouras” nos oceanos e na criosfera – regiões cobertas por gelo e neve permanentes e que constituem 10% da superfície do planeta –, alerta o relatório.

    Durante este século, os oceanos poderão sofrer alterações “sem precedentes”, com temperaturas mais altas, água mais ácida, menos oxigénio e condições alteradas de produção de recursos.

    O gelo das regiões geladas, como o Ártico por exemplo, estão derreteno a um ritmo nunca antes registado e, em consequência, o nível dos oceanos está elevando pondo em causa a vida de mais de milhões de pessoas, advertem os cientistas no documento.

    O IPCC estabelece que “o oceano e a criosfera acolhem habitats únicos e estão ligados a outros componentes do sistema climático através de trocas globais de água, energia e carbono”.

    A verdade é que cerca de “670 milhões de pessoas nas regiões de alta montanha e 680 milhões de pessoas nas zonas costeiras mais baixas dependem diretamente destes sistemas”. Por exemplo, pelo menos “4 milhões de pessoas vivem permanentemente na região do Ártico” e serão afetadas com o degelo e a subida do nível do mar.

    Este relatório destaca, ainda, os benefícios de uma adaptação “ambiciosa e eficaz para o desenvolvimento sustentável” e os “custos e riscos crescentes de uma ação adiada”.

    Mais 1ºC – A temperatura global já “atingiu 1.ºC acima do nível pré-industrial”, alertam os cientistas. Este aquecimento global deve-se às “emissões passadas e atuais de gases de efeito de estufa” e já há provas “esmagadoras de que isso pode provocar profundas consequências para os ecossistemas e as pessoas”.

    Os cientistas do painel constataram que os oceanos estão aumentando a temperatura desde 1970, absorvendo “mais de 90% do calor em excesso no sistema climático”, com ondas de calor marinho duas vezes mais frequentes desde 1982.

    “Ao absorver mais dióxido de carbono, o oceano sofreu um aumento da acidez à superfície”, esclarecem os cientistas, considerando muito provável que 20 a 30% do dióxido de carbono (CO2) emitido pela atividade humana desde 1980 foi parar no oceano e provocou uma perda de oxigénio desde a superfície marinha até aos mil metros de profundidade.

    O problema é que com o degelo e a diminuição permanente das massas geladas ameaça libertar ainda mais dióxido de carbono e, assim, acelerar ainda mais esta devastação dos oceanos e da criosfera.O IPCC diz que esta subida do nível médio global dos oceanos foi acentuada no período de 2006 a 2015 em relação ao último século e a um ritmo de 3,6 milímetros por ano, atribuindo-a principalmente às massas de gelo e glaciares que derreteram.

    Na Antártida, as perdas de gelo “triplicaram no período entre 2007 e 2016 em relação ao período 1997-2006”, o relatório conclue com “confiança alta” que “a causa dominante da subida do nível médio do mar desde 1970 tem origem humana”.

    Os cientistas prevêem que a subida do nível dos oceanos atinja 15 milímetros por ano em 2100 e “vários centímetros por ano no século XXII”. No entanto, não descartam a possibilidade de a subida do mar ser uma realidade anual ainda neste século.

    Os cientistas do painel dizem que uma “redução urgente das emissões de gases de efeito estufa” pode limitar e desacelerar as mudanças nos oceanos e na criosfera, assim como possivelmente preservar “os ecossistemas e os meios de subsistência” que dependem dos oceanos.

    (Agência Brasil com informações da RTP)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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