No início da temporada, somente o otimista incurável esperava algo do Fluminense além de dificuldades semelhantes às encontradas na temporada passada. Na ocasião, o time carioca só conseguiu fugir do rebaixamento da elite do Brasil por alguns poucos pontos conquistados nas últimas rodadas e por resultados propícios de seus adversários. Ao mesmo tempo, os melhores jogadores de um elenco que já não inspirava muita confiança, partiram para times que pagavam melhor pelos seus serviços como o Corinthians.
Mas aconteceu de um fio de esperança acabar surgindo em Laranjeiras, com o técnico Fernando Diniz. O ex-comandante do Athletico, demitido no meio do ano passado por conta de maus resultados apesar do seu time apresentar um dos estilos de jogo mais vistosos do país, tomou o comando do time. Sua proposta era de provar nesta oportunidade que ele conseguiria unir de uma vez por todas bons resultados com bom futebol, coisa que no Brasil acaba sendo uma raridade.
Infelizmente, a sina de Fernando se repetiu. No começo do ano, durante o Campeonato Carioca, o seu Fluminense foi um dos times que mais chegou perto de bater o Flamengo comandado ali por Abel Braga, que contava com um elenco estrelado para os padrões nacionais. O mesmo se viu no Campeonato Brasileiro, em jogos como a derrota para o CSA por 1 a 0 em casa onde um contra-ataque fatal demoliu o trabalho que levou a mais de 30 chutes contra a meta adversária.
Mesmo com os resultados excelentes na Copa Sul-Americana, onde o time chegou às quartas de final contra o Corinthians, o perigo do rebaixamento foi força muito maior no suporte de Diniz. Com casas de apostas como a Betfair, que apresenta o melhor intercâmbio de apostas em futebol, alertando em seus “odds” para a potencial queda do time, a escolha pela demissão de Diniz para os dirigentes de futebol Mário Bittencourt e Celso Barros foi fácil.
O problema, pelo menos para a torcida, foi a escolha do seu substituto. Opções estrangeiras ocupavam o espaço de rumores, e muitos viam o excelente trabalho do argentino Jorge Sampaoli no Santos como algo a ser emulado. Só que os dirigentes supracitados resolveram ficar no “feijão com arroz” do brasileiro Oswaldo de Oliveira, cujo último grande trabalho foi feito no Japão com o Kashima Antlers entre 2007 e 2011.
Mas isso ainda cria um problema, uma vez que apaga e reverte na mente do elenco boa parte do trabalho feito e dos ensinamentos passados por Diniz desde o começo do ano. O resultado é inevitavelmente um time que se mostra bem perdido em campo, e que não é ajudado pelas seleções altamente questionáveis de Oswaldo como colocar Paulo Henrique Ganso e Nenê, dois meias ofensivos conhecidos por deficiências defensivas, juntos no campo como titulares.
Para fazer justiça com o atual técnico do Fluminense, Diniz já estava em trajetória descente no seu trabalho. Mas Oswaldo está apenas “terminando o serviço” de afundar o tricolor num rebaixamento que conseguiu ser evitado no ano passado, com a sua insistência em aplicar coisas ultrapassadas do futebol em um time que estava a passos de superar essa fase.




