AQUILES EMIR
O juiz federal Carlos Madeira anunciou nesta quarta-feira (06), ao participar da solenidade de abertura da Expo Indústria, no Multicenter Sebrae, que na próxima semana dará entrada ao seu pedido de aposentadoria e a partir de dezembro vai intensificar sua pré-campanha a prefeito de São Luís. Ele disse que pretende implantar na gestão municipal a tese do estado mínimo e não descarta privatizar o Estádio Municipal Nhozinho Santos e o Edifício BEM, bem como transferir, por concessão, parques e outros equipamentos públicos que não dão retorno financeiro ao Município nem social para a população.
Carlos Madeira diz que ainda não está definido o partido pelo qual concorrerá, mas tudo indica que será pelo MDB, que já lhe garantiu o registro da chapa, caso esteja realmente disposto a suceder Edivaldo Holanda Júnior (PDT), mas a filiação só poderá ocorrer após a aposentadoria.
O juiz federal diz que espera repetir em São Luís o mesmo que ocorreu no Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais, onde foram eleitos governadores sem tradição política, e acredita que a população da capital está ansiosa para botar na Prefeitura um gestor que realmente pense a cidade e não seja mais um fazer obras eleitoreiras, pensando na próxima eleição.
Para ele, é muito triste a constatação de que o último prefeito que pensou o ordenamento da cidade tenha sido Haroldo Tavares, isto nos anos 1970, e de lá para cá nenhum outro ocupante do Palácio La Ravardiere tenha se debruçado sobre questões como urbanismo, meio ambiente, melhoria da saúde, atração de empresas, dinamização do turismo etc

Privatizações – Segundo Madeira, é preciso diminuir o número de secretarias e se desfazer de patrimônios que servem apenas para criar despesas. O Nhozinho Santos, por exemplo, está passando por mais uma reforma e ninguém garante que em 2020 estará dentro dos padrões para realização de partidas de futebol, e ainda que esteja não terá receita para compensar s gastos de agora. “E assim todos os anos é gasto dinheiro para reformá-lo e nada acontecer, sem falar nas despesas permanentes”, disse o magistrado.
Sua ideia é leiloar o estádio a um clube de futebol ou mesmo a Federação, a exemplo do que foi feito com Newton Santos (Engenhão) e Maracanã, no Rio de Janeiro, agora gerenciados por Botafogo e Flamengo, respectivamente. Madeira acha que Parque do Menino, Fonte das Pedras e outros imóveis podem ser cedidos a empresas e assim garantir sua conservação permanente e criação de uma agenda recreativa e cultural para a sociedade.

O Edifício BEM, ex-sede do extinto Banco do Estado do Maranhão, na Rua do Egito (Centro), é outro exemplo de desperdício apontado pelo juiz. Depois de reformado, ainda na gestão de João Castelo, nunca foi utilizado e dificilmente será, portando a melhor proposta, na sua visão, é transferi-lo para a iniciativa privada, pois esta, além de cuidar desse imóvel, ainda ivai gerar receita para o Município, com cobrança de ISS e outros tributos, ao invés de apenas dar despesas. “Isso é dinheiro público jogado fora”, protesta.
Carlos Madeira diz que deu o melhor de si para a sociedade como magistrado e agora quer dar mais uma contribuição como gestor da maior cidade do estado. Ele espera, nos debates de campanha, estabelecer a diferença sobre suas propostas e dos adversários e acha que irá convencer a população de que é possível gerenciar bem a cidade, desde que sejam evitados desperdícios e criadas oportunidades de investimento que venham aumentar a receita municipal, geração de emprego, melhoria da qualidade de vida etc.





1 comentário
Você começa a ver aparecer pré candidatos com a mente aberta para pensar os problemas das cidades, apresentando propostas com o olhar de administrador. A hora dos caçadores de votos pela mentira está chegando.