Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Negócios»Lei da Biodiversidade pode inviabilizar extração e a industrialização do babaçu, alerta Fiema
    Negócios

    Lei da Biodiversidade pode inviabilizar extração e a industrialização do babaçu, alerta Fiema

    Aquiles Emir13 de dezembro de 201904 Mins Read
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Compartilhar
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    Os impactos da Lei nº 13.123/15, a Lei da Biodiversidade, na cadeia produtiva do babaçu foram debatidos nesta quinta-feira (12), na Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema), numa ação do Ministério do Meio Ambiente e Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Óleos Vegetais e de Produtos Químicos e Farmacêuticos no Estado do Maranhão (Sindóleo).

    Segundo o presidente do Conselho Temático de Política Industrial (COPIN) da Fiema e diretor do Sindóleo, Luiz Fernando Renner, que presidiu a reunião, a atividade de beneficiamento do óleo de babaçu sofreu vários prejuízos criados pela Lei da Biodiversidade, pois desde novembro do ano passado as grandes indústrias passaram a substituí-lo pelo de Palmiste, importado da Ásia, com características físico-químicas similares ao brasileiro.

    Renner observa que não são apenas as empresas as penalizadas, mas os extrativistas, em especial, as quebradeiras de coco que não serão mais demandadas por grandes compradores.

    A opção pelo produto estrangeiro deve-se às exigências que vêm sendo feitas para uso dessa matéria prima pela indústria de cosmético, dentre elas cadastro das empresas, notificação de produtos acabados, além de sanções e multas por descumprimento ou omissão. A nova legislação determina a repartição de benefícios aplicada sobre a última etapa da cadeia produtiva, ou seja, sobre o produto industrializado, calculada em 1% sobre o volume comercializado que tenha em sua composição, em qualquer proporção, ativos do babaçu.

    A oneração no produto acabado ou material reprodutivo não ocorre no caso do óleo de palmiste, subproduto da palma, maior concorrente do óleo de babaçu, mas a ele não se aplicam as exigências porque não integra a biodiversidade brasileira.

    José Luiz Portela Leal, empresário de Timon, destaca com preocupação o atual cenário da indústria que repassava o óleo babaçu para empresas que produziam sabão e sabonete do eixo Rio-São Paulo.  Segundo ele, a lei criou um imposto que seria muito pequeno de 1%, mas na venda final do produto, representa 20 vezes mais.

    As empresas produtoras finais de produtos de limpeza, em especial sabão e sabonete, disse o empresário, estão com dificuldades para saber como se aplica a lei e por conta disso, preferem comprar o óleo importado que não está sujeito a essa lei da biodiversidade. Não tenho dúvidas de que isso comprometeu toda a cadeia produtiva do babaçu, desde as quebradeiras de coco até os produtores finais. ”

    Empresários debatem lei da biodiversidade na Federação das Indústrias

    “Nós não temos para quem vender! A cadeia deixou de funcionar na parte final. É o que mais surpreendeu a gente. Hoje nós temos a matéria prima, mas não podemos vender para fora devido a esse imposto. Quebrou realmente a cadeia! Se a gente não conseguir reverter essa situação eu não dou cinco anos para a indústria de babaçu acabar no Maranhão”, alertou o empresário.

    Participação – A coordenadora de atos normativos do DCGEN, do Ministério do Meio Ambiente, Maira Smith, ressaltou que a repartição de benefícios consiste na divisão dos benefícios provenientes da exploração econômica de produto acabado ou material reprodutivo, desenvolvido, a partir do acesso a patrimônio genético ou a conhecimento tradicional associado. “Não se trata de um imposto ou taxa. A Lei estabelece o recolhimento de uma partição destinada ao Fundo Nacional para a Repartição de Benefícios (FNRB)”.

    Para o Broker Sênior da Aboissa Commodity Brokers, Heitor Augusto Pereira, que trabalha há mais de 10 anos realizando essa interface entre as indústrias que beneficiam o babaçu e as grandes empresas industriais, a lei da biodiversidade “afastou os grandes consumidores que deixam de comprar a produção de óleo passa a ser menor devido à falta de procura, o preço da amêndoa ficou inviável para quebra, os óleos importados como o PKO supre a demanda do mercado interno e questionou como fica a situação das quebradeiras de coco babaçu que é a principal fonte de renda de diversas famílias e comunidades.

    Produção – No mundo hoje são produzidas cerca de 8 milhões de toneladas/ano de óleo de palmiste enquanto no Brasil a produção de óleo de babaçu não passa de 25 mil toneladas/ano (previsão 2018), com tendência de fortes quedas por falta de demanda. No Maranhão, que já chegou a ter mais de 50 indústrias do setor, hoje restam apenas 15, instaladas em Vargem Grande, Lago da Pedra, Pedreiras, Poção de Pedras, Timon, Trizidela do Vale, Codó e Caxias

    Para o presidente do Sindóleo, Raimundo Gaspar, a reunião foi esclarecedora, mas nota uma dificuldade por parte do governo em fazer minúcias em cada biodiversidade dessas. A nossa biodiversidade do babaçu é complexa porque envolve uma grande quantidade de pessoas carentes e temos que resolver e, ao mesmo tempo, não podemos onerar o fabricante do produto acabado. Nenhum empresário vai aceitar ser onerado e como tem outra opção, ele não compra mais o babaçu”, finalizou Gaspar.

     

    Previous ArticleNo Maranhão, 7,7 mil pescadores vão receber auxílio por danos causados pelo óleo no mar
    Next Article HBO anuncia para mês de maio estreia de sua nova minissérie, Pátria
    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar

    Negócios


    Axia Energia conclui conjunto de energizações em subestações do Norte com investimento de R$ 114 milhões

    31 de julho de 2026
    Negócios


    Nordeste responde por mais de 25% do saldo de emprego formal do País no segundo trimestre de 2026

    31 de julho de 2026
    Negócios


    Conselho Deliberativo da Sudene define, em agosto, diretrizes e prioridades dos fundos regionais para 2027

    30 de julho de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 6   +   2   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Escolhida para vice de Eduardo Braide, na disputa pelo Governo do Estado, empresária Elaine Carneiro, uma das mulheres de negócios mais bem-sucedidas da região tocantina, no Maranhão, é vítima de intolerância de alguns segmentos da imprensa maranhense, por sua condição social e econômica, ou seja, para ela não vale “lugar de mulher é onde ela quiser”.

    Compartilhar
    Compartilhe este vídeo:
    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    Flávio Bolsonaro diz que não irá a debates sem a participação do presidente Lula

    31 de julho de 2026


    Axia Energia conclui conjunto de energizações em subestações do Norte com investimento de R$ 114 milhões

    31 de julho de 2026


    Na pesquisa Genial Quaest, Lula lidera em quatro estados do Norte e Nordeste e Flávio Bolsonaro em três, do Sul, Sudeste e Centro-Oeste

    31 de julho de 2026


    Carregar o carro elétrico todo dia estraga a bateria? Saiba quais são os mitos e verdades

    31 de julho de 2026

    Maranhão Fashion Week lança setima edição com debate sobre moda autoral maranhense

    31 de julho de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.