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    Home»Negócios»Para Bolsonaro, estados podem contribuir para baixar preço de combustíveis, tributando menos
    Negócios

    Para Bolsonaro, estados podem contribuir para baixar preço de combustíveis, tributando menos

    Aquiles Emir3 de janeiro de 202003 Mins Read
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    O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (03) que os governadores dos estados poderiam contribuir para diminuição dos preços dos combustíveis, reduzindo a incidência do ICMS. Ele lembrou que a Petrobras entrega a gasolina às distribuidoras por média de R$ 1,80 o litro, porém há cidades onde o preço na bomba chega até R$ 5,00, pois a tributação, só de ICMS, chega a superar os 30%.

    Em São Luís, a Petrobras entrega a gasolina por R$ 1,80; as distribuidoras repassam às revendedoras por um preço médio de R$ 4,09 e na bomba é vendido para o consumidor final pelo preço médio de R$ 4,34, mas não é apenas o ICMS que impacta esse preço, pois incidem ainda PIS/Pase, Cofins e Cide (tributos federais), despesa com transporte e margem de lucro.

    Nesta sexta-feira (03), o presidente Bolsonaro disse que o ataque dos Estados Unidos a um comboio no Iraque, que resultou na morte do comandante de alto escalão da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, deverá impactar no preço dos combustíveis no Brasil. Bolsonaro descartou a possibilidade de tabelar o preço do produto para controlar impactos e disse que vai discutir o assunto com a equipe econômica e com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno.

    O ataque norte-americano nas proximidades do Aeroporto de Bagdá pode acirrar o clima de tensão e provocar reflexos em todo o mundo. “Tive algumas informações [sobre o ataque] nessa madrugada, e vou me encontrar com o Heleno [do GSI] para me inteirar sobre o que aconteceu para, depois, emitir juízo de valor”, disse o presidente ao deixar o Palácio do Alvorada.

    Apesar de admitir a preocupação com reflexos da crise internacional sobre a economia do país, o governo não pretende intervir em políticas de preços como o tabelamento. “Que vai impactar, vai. Agora vamos ver nosso limite aqui, porque já está alto, e se subir mais, complica. Mas não posso tabelar nada. Já fizemos esse tipo de política de tabelamento antes e não deu certo. Vou agora conversar com quem entende do assunto”, completou. Bolsonaro tentou contato com o presidente da Petrobras, Roberto da Cunha Castello Branco, mas eles ainda não conseguiram conversar sobre o assunto.

    O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a quebra do monopólio da Petrobras como uma alternativa para baratear os combustíveis. “Temos de quebrar o monopólio [para evitar a alta dos combustíveis]. A distribuição é ainda o que mais pesa no preço, e depois o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], que é um imposto estadual”, acrescentou ao ressaltar que, por o ICMS incidir sobre bases de preços maiores, o aumento do preço acaba agradando governadores, uma vez que aumenta também as receitas.

    Para Bolsonaro, o Brasil já chegou ao limite no que se refere a cobrança de impostos. “Não dá para aumentar mais imposto no Brasil. Ponto final. No ano passado pagamos por dia mais de R$1 bilhão em juros. Foram R$ 400 bilhões por ano. A Europa foi reconstruída, pós 2ª guerra mundial, um montante desse. Então, por ano, pagamos uma reconstrução da Europa”, disse.

    Ele ainda lembrou que a queda da taxa básica de juros (Selic) para 4,5% ao ano resultou em uma economia de R$ 110 bilhões no corrente ano.

    (Agência Brasil)

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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