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    Home»Maranhão»Duas famílias resistem em Cajueiro e cada uma pede R$ 10 milhões do Porto São Luís para sair

    Duas famílias resistem em Cajueiro e cada uma pede R$ 10 milhões do Porto São Luís para sair

    Aquiles Emir24 de fevereiro de 20202
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    AQUILES EMIR

    Das cinco famílias que ainda resistiam em continuar na comunidade Cajueiro, área onde será construído o Porto São Luís, empreendimento da WPR (TUP São Luís) e o grupo chinês CCCC, apenas duais ainda não fizeram acordo com o consórcio e para deixarem o local estão pedindo R$ 10 milhões, cada uma, para saírem de suas casas. Semana passada, três negociaram com a empresa e deixaram a área.

    Neste fim de semana, o Porto São Luís distribuiu nota em que anuncia o acordo com três moradores, com intermediação do Poder Judiciário.

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    A presença das duas famílias que não negociaram, ainda, suas saídas inviabiliza o andamento da obra “em função da segurança desses próprios moradores”, diz a nota, segunda a qual “as equipes de construção do Porto São Luís operam com máquinas pesadas e obedecem a padrões rígidos de segurança”.

    • Leia mais:
    • Saulo Arcangeli lança livro sobre a resistência da comunidade Cajueiro ao projeto do Porto São Luís

    Eis o teor da nota do Porto São Luís:

    1 – O Porto São Luís conseguiu acordo com três famílias de posseiros (pessoas que ocupam o terreno, mas não são donas da propriedade), das cinco famílias que ainda estão na área do empreendimento, no povoado Parnauaçu, próximo à localidade Cajueiro (região Itaqui-Bacanga).

    2 – Os acordos foram obtidos durante audiências de conciliação – intermediadas pela Justiça – realizadas ao longo desta semana. Neste momento, somente duas famílias seguem sem acordo. Cada uma está pedindo R$ 10 milhões para deixar a área do Porto São Luís. Os imóveis não têm benfeitorias que justifiquem quantia tão alta.

    3 – Diante da recusa dos dois posseiros em sair, seguem paradas as obras do projeto do Porto São Luís de US$ 500 milhões – que deve gerar mais de 3 mil empregos diretos e cerca de 10 mil indiretos no pico da sua construção.

    4 – A presença das duas famílias inviabiliza a retomada das obras, principalmente em função da segurança desses próprios moradores. As equipes de construção do Porto São Luís operam com máquinas pesadas e obedecem a padrões rígidos de segurança. Não é permitido que pessoas circulem próximo a essas máquinas quando estão em operação, pois há um grande risco de acidentes graves. As obras também provocam muita poeira, tornando a área insalubre para habitação.

    5 – O Porto São Luís esclarece que, desde que iniciou sua implantação no Cajueiro, tem cumprido as etapas de remanejamento das famílias de posseiros. Nas negociações são oferecidos indenização, pagamento de aluguel, ajuda de custo, apoio para a mudança ou guarda dos pertences, além de preferência nas vagas de emprego que surgem em cada etapa das obras. Cerca de 100 pessoas das comunidades do entorno estavam trabalhando nas obras do Porto São Luís em dezembro, antes da paralisação.

    6 – A empresa também mantém negociação e diálogo intermediados pelas equipes de Serviço Social, Comunicação e Responsabilidade Socioambiental com os moradores que ainda se encontram na área do empreendimento. O objetivo é a saída negociada, pacífica e amigável.

    7 – O Porto São Luís destaca que tem realizado ações de responsabilidade social na área do seu entorno. As ações já beneficiaram centenas de pessoas com atendimentos odontológico e oftalmológico, e, em março, serão iniciados cursos de profissionalização gratuitos para a comunidade, por meio do projeto Comunidade Ativa.

    8 – Por fim, o Porto São Luís espera que o bom senso prevaleça e as duas famílias que ainda ocupam a área do empreendimento saiam de forma pacífica e negociada, como já ocorreu com cerca de outras 90 famílias.

    São Luís, 22 de fevereiro de 2020

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    Aquiles Emir
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    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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    View 2 Comments

    2 Comentários

    1. Junior on 5 de março de 2020 13:26

      Olá tudo bem? Precisei deixar esse comentário pra dizer que amei seu site.

      Muito conteudo de qualidade mesmo. Continue assim!

      Reply
      • Aquiles Emir on 5 de março de 2020 15:03

        Muito obrigado

        Reply
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    Demonstre sua humanidade: 4   +   10   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Dois dos temas mais debatidos no Brasil na atualidade - violência contra mulher e redução da maior idade penal- trazem para o centro das discussão as mesmas personalidades, que na maioria das vezes agem de forma contraditória.

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