Close Menu
Maranhão Hoje
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp RSS
    Maranhão Hoje
    8, novembro, 2026 Contato
    • Mundo
    • Brasil
    • Maranhão
    • Negócios
    • Poder e Política
    • Esporte
    • Outros
      • Agronegócio
      • Arte e Espetáculo
      • Blogs e colunistas
      • Ciência e Tecnologia
      • Conversa Franca
      • Comportamento
      • Eventos
      • Lançamentos
      • Maranhão Hoje TV
      • Turismo
      • Revista Maranhão Hoje
      • Variedades
      • Veículos
    Maranhão Hoje
    Home»Arte e Espetáculo»Há 35 anos anos morria a poetisa goiana Cora Coralina, revelada por Carlos Drumond de Aandrade

    Há 35 anos anos morria a poetisa goiana Cora Coralina, revelada por Carlos Drumond de Aandrade

    Aquiles Emir10 de abril de 20200
    Compartilhar WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link
    Da janela da Casa de Cora Coralina, visitantes veem o Rio Vermelho que corta a cidade de Goiás (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
    Share
    WhatsApp Twitter Facebook Email Copy Link

    GILBERTO COSTA

    Esta Sexta-Feira da Paixão, 10 de abril, marca a passagem dos 35 anos de morte de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, mais conhecida pelo pseudônimo de Cora Coralina. A poeta e contista ganhou notoriedade nacional em 27 de dezembro de 1980, já com 90 anos de idade, após ser resenhada por Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) em sua coluna publicada em um sábado no Jornal do Brasil.

    “Cora Coralina, para mim a pessoa mais importante de Goiás. Mais do que o governador, as excelências parlamentares, os homens ricos e influentes do estado. Entretanto, uma velhinha sem posses, rica apenas de sua poesia, de sua invenção e identificada com a vida como é, por exemplo, uma estrada.”

    Acompanhe nosso canal do YouTube!

    A partir de então, o noticiário destacava o fato de uma mulher, idosa, do interior do Brasil, e com pouca escolaridade – estudou até a quarta série do antigo primário – romper a cena literária e começar a publicar a partir dos 75 anos. Não foram, no entanto, as condições socialmente marcadas que fizeram Cora Coralina merecer a atenção de Drummond e, antes do poeta, um encontro com Jorge Amado.

    “Cora Coralina tem versos fortes, densos e essenciais. Isso a fez universal. Mulher que dialogou com seu tempo estilístico, abrangendo vários tempos semânticos. Sua vinculação com a terra, o ar, a água, as coisas mais essenciais do humano, fez de sua poesia algo reconhecível para todos”, avaliza Cleomar Rocha, professor da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (UFG) e coordenador do MediaLab, dedicado à pesquisa, desenvolvimento e inovação em mídias interativas, que participou do processo de modernização do Museu Casa de Cora Coralina, que funciona na antiga casa da poeta na cidade de Goiás, ou Goiás Velho, a 130 quilômetro (km) de Goiânia.

    Inteligência madura – Rocha considera que a visão de mundo da poeta e contista “apontava para uma inteligência madura, simples e densa. E essa densidade e simplicidade que conduziram a poetisa a um contexto de relevância nacional, em franco diálogo com outros nomes importantes da literatura, como Carlos Drummond de Andrade e Jorge Amado”. Para ele, o maior legado deixado por Cora Coralina foi “ver e fazer ver a poesia das coisas simples”.

    O despojamento da escritora também comove a jornalista Elza Pires. “Cora Coralina é para mim uma daquelas leituras recorrentes que vou e volto ao longo do tempo e dependendo dos momentos. Ela reaviva a memória, fala das coisas simples e tem um otimismo vivo que perpassa seus contos e poemas.”

    955544-07042015-cora coralina-8904.jpg
    Casa de Cora Coralina às margens do Rio Vermelho – Marcello Casal jr/Agência Brasil

    A jornalista conheceu Cora Coralina. “Lembro dela sentada em uma cadeira com uma bengala ao lado. A porta de entrada da sua casa, com aquele corredor comprido bem na entrada, estava sempre aberta para quem quisesse. Foi assim que a vi pela primeira vez em uma das minhas férias escolares. Minha avó materna tinha uma casa perto da casa velha da ponte. Era curioso ver aquela senhora que falava mais em verso do que em prosa e nos divertia com seus longos textos, dela mesma e de outros poetas, todos decorados. Ela nos incentivava a memorizar poemas, lembrando trechos inteiros de Neruda a Goncalves Dias”.

    A recordação de Elza Pires assinala que apesar de uma produção que retrata a vida em uma pequena cidade do interior, a criatividade e o estilo de Cora Coralina não foram forjados no confinamento das montanhas de Goiás.

    A análise da obra atesta influência das vanguardas literárias, como aponta Goiandira de Fátima Camargo, da Faculdade de Letras da UFG. “Sua poesia e prosa só são possíveis com as conquistas do Modernismo brasileiro”. Em sua opinião, “a importância de sua poesia para a literatura nacional, assim como Manuel Bandeira, foi ter feito da vida, suas alegrias e reveses, matéria de poesia, sem torná-las pessoais. Pelo contrário, alcançou uma identificação com o leitor, que reconhece nos seus poemas uma vida simples, humilde e de luta.”

    Segundo a professora, embora Cora Coralina “não tenha tido uma formação educacional completa e nem tenha frequentado o meio intelectual, ela era atenta à literatura, ao conhecimento livresco”. Livros lidos pela escritora estão guardados em seu museu. O que Cora Coralina não aprendeu com eles, “a vida lhe ensinou. E é isso que encanta os seus leitores: a experiência de vida ser tão plena na sua poesia mais do que a sofisticação dos versos mais eruditos”, sublinha Goiandira Camargo.

    Casa de Cora Coralina foi transformada em museu – Marcello Casal jr/Agência Brasil
    Voz feminina – De acordo com a acadêmica, Poemas dos becos de Goiás e estórias mais (1965), Meu livro de cordel (1976), Vintém de cobre. Meias confissões de Aninha (1983) e Estórias da Casa Velha da Ponte (1985) guardam o “melhor legado” de Cora Coralina para a literatura brasileira.

    “Nunca um escritor ou poeta nacional se aproveitou tanto da memória, dos acontecimentos pessoais para transformá-los em experiência poética que, a partir da leitura de cada leitor, se universaliza, se torna de todos nós”, considera Goiandira Camargo. “Seus poemas transitam entre a poesia e a prosa, sua prosa mais memorialística do que ficcional, é uma sensível crônica dos costumes, das histórias do povo brasileiro de Goiás”, classifica.

    Para ela, Cora Coralina é “uma da vozes femininas mais expressivas e fortes da literatura” e manteve sua visão de mundo “voltada para os menos favorecidos. As figuras de sua poesia e narrativa são pessoas simples, do povo, a mulher da vida, o menor abandonado, a cozinheira…”

    A mesma inclinação da escritora observa Elza Pires ao ler Confissões de Aninha, onde em um conto curto conta a estória de uma menina, Jesuína, que é castigada por ter quebrado uma louça bonita da madrinha. Por isso obrigada a trazer no pescoço o colar com os cacos da tigela. “Cora relata que esse era um castigo comum imposto às crianças”.

    A jornalista sente falta de “estudos mais aprofundados” sobre a obra de Cora Coralina, especialmente os contos. A professora Goiandira Camargo avalia que passados 35 anos da morte da escritora, “a crítica canônica do eixo Rio-São Paulo ainda não se interessou por ela. Houve uma certa dificuldade pelo fato de ser mulher no meio intelectual predominantemente masculino”.

    A indiferença não era estranha à Cora Coralina que um dia traçou em Meu livro de cordel: Nasci para escrever, mas o meio,/ o tempo, as criaturas e fatores/ outros, contramarcaram minha vida.

    Previous ArticleCom turismo em baixa, Copacabana Palace fecha as portas temporariamente devido à pandemia
    Next Article Governo libera R$ 4 bilhões para estados e municípios intensificarem combate ao covid-19
    Aquiles Emir
    • Website
    • Facebook
    • Instagram

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

    Você pode gostar


    Festival Piaçaba: Arte e Cultura será realizado em São Luís de quinta-feira a sábado

    3 de novembro de 2026


    Lauana Prado retorna aos palcos em grande estilo pós nascimento do filho Dom

    31 de outubro de 2026


    São Luís recebe turnê do aclamado espetáculo “Sonho Encantado de Cordel, O Musical”

    31 de outubro de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Demonstre sua humanidade: 4   +   3   =  

    Conversa Franca – Aquiles Emir

    Dois dos temas mais debatidos no Brasil na atualidade - violência contra mulher e redução da maior idade penal- trazem para o centro das discussão as mesmas personalidades, que na maioria das vezes agem de forma contraditória.

    Compartilhe este vídeo:
    ```
    • Últimas notícias
    • Revista Maranhão Hoje


    No Maranhão foram gerados 654 empregos com carteira assinada no mês de setembro, segundo dados divulgados pelo Caged

    7 de novembro de 2026


    Estelionato cresce 41% no Maranhão; Cartórios orientam como evitar golpes na compra de imóveis

    7 de novembro de 2026


    Reta final do Enem exige planejamento, descanso e atenção a detalhes que podem comprometer a prova

    7 de novembro de 2026


    Copa Primavera de Voleibol define neste sábado os vencedores da categoria adulto

    7 de novembro de 2026


    Estação do Conhecimento de Arari recebe seminário sobre educação em tempo integral

    7 de novembro de 2026

    MARANHÃO HOJE – ED. 129 JANEIRO 2024

    6 de fevereiro de 2024

    MARANHÃO HOJE – ED. 128 DEZEMBRO 2023

    30 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 127 NOVEMBRO 2023

    7 de dezembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 126 OUTUBRO 2023

    2 de novembro de 2023

    MARANHÃO HOJE – ED. 125 SETEMBRO 2023

    29 de setembro de 2023
    Facebook Instagram YouTube WhatsApp
    Maranhão Hoje © 2017-2026 . Desenhado por Os Orcas.

    Política de Privacidade / Termos de Uso

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.