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    Home»Negócios»Maranhão encerrou 2016 com mais de 18 mil desempregados, segundo números do Caged
    Negócios

    Maranhão encerrou 2016 com mais de 18 mil desempregados, segundo números do Caged

    Aquiles Emir20 de janeiro de 201704 Mins Read
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    AQUILES EMIR

    O Maranhão fechou o ano de 2016 com um saldo de 18.036 empregos desativados, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Ministério do Trabalho e Previdência (MTE). Somente no mês de dezembro foram perdidos 4.747 empregos no Estado e os setores de Construção Civil e Serviços foram os que mais contribuíram para esse desempenho.

    De acordo com os dados, São Luís é o município onde se verifica maior índice de desemprego no Maranhão, tendo registrado 8.649 postos de trabalhos fechados no acumulado do ano e em dezembro causou cerca de 50% dos empregos perdidos, com um saldo negativo de 2.114.

    Os números do Caged apontam que apenas um setor, Administração Pública, teve saldo positivo em dezembro, e ainda assim com apenas três empregos preservados. Os demais analisados tiveram os seguintes desempenhos: Extração Mineral, -51; Indústrias de Transformação -358;  Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP), -58; Construção Civil, -1.879; Comércio, -202; Serviços, -1.448; Agropecuária, -754.

    O saldo negativo de dezembro é resultado de 8.366 contratações e 13.133 demissões. Vale ressaltar, que este número é bem maior do registrado em novembro, quando foram fechados no Estado 1.748 postos de trabalho, por conta  das  11.572 contratações e 13.320 demissões. Quanto ao acumulado de 2016, os números mostram que foram admitidas nos 12 meses do ano passado, 151.551, porém 169.587 foram desligadas dos seus empregos.

    Desemprego – Em nível nacional, o ano encerrou com queda no ritmo da perda de empregos formais no país. Nos últimos 12 meses, foram fechadas 1.321.994 vagas, 14% a menos do que no mesmo período de 2015, quando o mercado perdeu 1.534.989 postos de trabalho. Apesar dos números ainda serem negativos, a comparação já mostra uma diminuição significativa no fechamento de vagas.

    A crise começou a perder fôlego em abril de 2016, quando o país registrava o pico de 1.825.609 vagas fechadas em um período de 12 meses. Mas esse número começou a cair mês a mês. No final do ano, a perda em 12 meses já estava menor em 503.615 postos. Em dezembro, mês que historicamente apresenta forte aumento no número de demissões, a perda foi de 462.366 vagas, 22,4% menor do que no mesmo período de 2015, outro dado que mostra o arrefecimento na crise do emprego.
     
    Desempenho setorial – O ano de 2016 ainda apresentou resultados negativos em todos os setores, embora já com um ritmo menor do que em 2015. Em números relativos, o setor que menos sofreu nos últimos 12 meses foi o da Agricultura, com um fechamento de apenas 0,84% das vagas, seguido pela Administração Pública, que teve percentual negativo de 0,97%. O Comércio e os Serviços tiveram perdas de 2,22% e 2,28% respectivamente. O setor que mais sofreu foi o da Construção Civil, que fechou 13,48% dos postos formais, seguido pelo Extrativo Mineral (-5,67%) e a Indústria da Transformação (-4,23%).

    Dados regionais – Entre as 27 unidades da federação, Roraima se destacou com resultado positivo na criação de empregos formais no ano passado. O estoque de vagas passou de 51.662 em dezembro de 2015 para 51.746 em dezembro de 2016 – uma alta de 0,16%. Além de Roraima, os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram os que menos sofreram com a crise em 2016. Na comparação dos estoques de emprego em dezembro de 2015 e 2016, Mato Grosso do Sul teve perda dos postos de trabalho de 0,22%. Goiás registrou queda de 1,6%, enquanto Santa Catarina teve redução de 1,63% do estoque de vagas na mesma comparação. O estado do Rio Grande do Sul aparece na quinta posição com redução do 2,09% do estoque de postos de trabalho em 2016, em relação ao ano anterior.

     

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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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