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    Home»Maranhão»No Maranhão, 10% das famílias têm como única fonte de renda o Auxílio Emergencial, diz o Ipea
    Maranhão

    No Maranhão, 10% das famílias têm como única fonte de renda o Auxílio Emergencial, diz o Ipea

    Aquiles Emir5 de dezembro de 202003 Mins Read
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    Em outubro, brasileiros receberam efetivamente, em média, 92,8% da renda habitual

    O Maranhão é o segundo estado brasileiro com maior percentual de sua população que tem o auxílio emergencial como única fonte de renda. É o que revela estudo divulgado nesta sexta-feira (04) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisou os efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho e o impacto do auxílio emergencial na renda dos brasileiros.

    Os dados revelam que, em outubro, os rendimentos médios da população brasileira corresponderam a 92,8% da renda média habitual. Os trabalhadores por conta própria foram os mais atingidos pela queda de renda devido à pandemia: receberam 83,2% do habitual. No Maranhão, por exemplo, onde a renda média habitual do trabalhador é de R$ 1.404,00, em outubro ela ficou em R$ 1.318,98.

    De acordo com o estudo do Ipea, as moradias em que as famílias têm como única receita o AE no Maranhão correspondem a 10,05% do total do estado, ficando o estado à frente apenas do Piauí, onde chega a 10,55%. O estado com menor dependência é Santa Catarina (1,72%). O estudo completo pode ser acessado aqui.

    Domicílios que receberam apenas renda do AE, por UF (maio-out./2020)
    (Em %)

    LugarOutubroSetembroAgostoJulhoJunhoMaio
    Brasil4,765,986,6,466,575,17
    Maranhão 10,0512,8112,8712,3110,837,73

    Trabalhadores – A análise do Ipe, feita com base nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que os trabalhadores formais foram os menos atingidos pelos efeitos adversos da pandemia na renda. Os trabalhadores do setor privado com carteira assinada e os funcionários públicos receberam 96% do habitual. Trabalhadores do setor privado sem carteira assinada auferiram efetivamente 90,7% dos rendimentos usuais.

    Em outubro, 27,86% dos domicílios pesquisados não apresentaram nenhuma renda do trabalho efetiva. De acordo com o estudo, 4,75% dos domicílios (cerca de 3,25 milhões) sobreviveram apenas com os rendimentos do auxílio emergencial. Esse resultado representa uma queda de 1,25 ponto percentual em relação ao mês de setembro e é o primeiro recuo substancial desde junho.

    A renda domiciliar média, após considerar o auxílio emergencial (AE), ultrapassou em 3% a que seria obtida caso o domicílio houvesse recebido rendimentos do trabalho habituais. Esse impacto foi maior entre os domicílios de renda baixa, onde, após o AE, os rendimentos foram 22% maiores do que seriam com as rendas usuais.

    Contudo, o aumento na renda domiciliar média causada pelo auxílio foi R$ 100 menor em outubro, na comparação com setembro (R$ 292 contra R$ 392). Assim, mesmo com o aumento da renda do trabalho efetiva, a renda média total domiciliar caiu 1,8%, alcançando R$ 3.818 em outubro. Entre os domicílios de renda muito baixa, a queda foi de 6,8% (de R$ 1.177 para R$ 1.097). Os dados mostram também que cerca de 30% dos domicílios receberam, em outubro, a metade do valor do AE de setembro – proporção que entre os domicílios de renda muito baixa alcançou 40%.

    (Fonte Ipea)




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    Aquiles Emir

    Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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